segunda-feira , 18 dezembro 2017
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Análise da temporada – Ataque

No nosso terceiro episódio sobre a análise da temporada, vamos para o mais evidente e prestigiado setor: o ataque. Não podemos dizer que ele decepcionou, já que fomos, de longe, o melhor ataque da Premier, mas se existe algum e único responsável por isso, ele se chama Sergio Aguero. O argentino voltou aos bons tempos, pode passar uma temporada quase que livre de lesões, e mostrou o quanto é seu nível de excelência. Foi um exército de um jogador só, uma vez que todos os seus companheiros de posição não tiveram muito o que comemorar…

Sergio Aguero – É difícil encontrar palavras que descrevam de modo adequado o que foi a temporada de Kun, depois de enfrentar um 2013/14 de certa forma decepcionante, permeado de lesões que o fizeram não ter o protagonismo esperado em nosso quarto título, agora ele deu a volta por cima, fazendo sua melhor temporada em números desde que chegou ao clube, e a mais decisiva depois da estréia que surpreendeu a todos em 2011/12. Se na temporada passada Yaya teve que tomar as rédeas e conduzir a equipe, desta vez foi Aguero o principal e indiscutível nome. Se tivemos algumas frustrações na temporada, não foi graças ao poder de fogo, que correspondeu ao que lhe era demandado, sendo o melhor da Premier com 83 tentos. Kun, sozinho, fez 26 em 33 partidas, sendo artilheiro isolado da competição, e, no total, marcou 32 em 2014/15. Por incrível que pareça, mesmo com estes números, não foi escolhido para a seleção da competição, em mais uma daquelas decisões que nunca serão entendidas. Nós nunca duvidamos de sua capacidade, e sabemos que o grande problema de Aguero nos últimos anos foram as lesões, que o impediram de ser ainda maior e mais importante para o clube do que já é, uma vez que quando esteve em campo, sempre correspondeu. Nesta temporada, a exceção de uma lesão contra o Everton no final de 2014, finalmente pode ter paz, e assim mostrou o quanto estamos bem servidos na posição. Continuar com Aguero em grandes condições nos trará grandes esperanças para os próximos anos.

Wilfried Bony – O mais novo integrante do setor chegou em janeiro depois de temporadas de destaque na Holanda e no Swansea. O marfinense custou um valor que pode chegar a 28 milhões de libras, algo alto e não habitual de ser gasto em uma janela de inverno, o que mostra o teor de necessidade com que veio. O City foi a uma busca desesperada por causa das péssimas temporadas de Dzeko e Jovetic, fazendo com que dependesse tão e somente de Aguero no ataque, algo perigoso para um time de alto nível. Bony se destacou primeiramente no Vitesse, e cansou de marcar gols por lá. Após se destacar nas terras holandesas, quem apostou em seu nome foi à equipe do País de Gales (rumores dizem que o City já se interessou pelo mesmo nesta época, mas resolveu não apostar), custando 12 milhões de libras. Em 1,5 temporada na Premier, marcou 25 gols, onde já havia feito nove apenas na temporada corrente, antes de se juntar ao City. Analisando sua chegada até aqui, não há dúvida que Bony ainda não mostrou a que veio, nem justificou o preço pago, foram apenas dois gols em nove partidas, um deles contra seu ex-clube, e a sensação de que não conseguiu achar seu lugar na equipe. Mas antes de dizer que foi um fracasso total, como muitos já o fazem, é preferível esperar a avaliação de uma temporada completa, a próxima, porque sabemos o quanto difícil é chegar no meio de uma já em andamento, ainda que ele já tivesse experiência na Inglaterra, o que, teoricamente, tornaria a adaptação mais fácil. Resta saber se terá as chances adequadas, ou se Pellegrini vai desistir do mesmo após estes primeiros seis meses abaixo do esperado.

Edin Dzeko – Agora é a vez de falarmos do jogador mais controverso da equipe, amado por uns, odiado por outros. Para muitos, ídolo, para outros, cone. Dzeko tem sua parcela importante na história de sucesso recente do City, mas pode se dizer que esta temporada fez um esforço tremendo para dar razão aos críticos que nunca se convenceram do seu nível… E o mais impressionante é notar a sua variação de desempenho de uma temporada a outra, basta retroceder um pouco a fita para 2013/14, quando o bósnio assumiu o ataque em diversos momentos diante dos vastos períodos com Aguero lesionado, e correspondeu muito bem! Foram 16 gols na Premier, 26 na temporada inteira, de longe o melhor desempenho desde sua chegada, onde foi realmente decisivo para a conquista dos dois títulos. Só que, quando pensávamos que ia ser o renascimento definitivo, Dzeko teve um 2014/15 para esquecer. Primeiramente o atrapalharam as lesões (parece que assumiu o papel de Aguero), onde nunca jogou tão pouco em uma temporada completa (22 partidas na Premier, 31 no total), e, mesmo quando teve oportunidades, foram atuações sofríveis em sua maioria. Em resumo da ópera, apenas seis gols, até em sua “meia” temporada de estréia, conseguiu o mesmo total. Diante dessa oscilação, os rumores de sua saída, que sempre o acompanharam a cada nova janela aberta, parecem soar mais fortes e definitivos do que nunca.

Stevan Jovetic – O próximo nome da lista de decepções da posição foi Jovetic. A promessa montenegrina, contratada com grande status, definitivamente não deu certo em terras inglesas, e aqui faço a análise que farei com Bony daqui a um ano. Na primeira temporada, que foi ruim, eu me calei, mas depois da segunda, em que a questão da adaptação não é mais atuante, também não existem mais desculpas. Jovetic foi a aposta inicial de Pellegrini para ser o companheiro de Aguero, teve suas chances, só que mais uma vez não agradou, nem mostrou o futebol envolvente e rápido que lançou seu nome na Fiorentina, pelo contrário, as atuações de Jojo tiveram como características marcantes um jogador desligado e lento, quase sempre apostando na jogada mais errada entre todas as opções. No final, até Pellegrini largou de mão, vendo suas chances rarearem na metade final da temporada. Marcou ainda cinco gols, todos na Premier. É uma das negociações mais óbvias que devem acontecer nessa janela, provavelmente vai retornar ao futebol italiano.

Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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