segunda-feira , 29 maio 2017
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City joga mal e perde para o Arsenal em casa

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Em duelo válido pela 22ª rodada da Premier League, o City recebeu o Arsenal no Etihad Stadium neste domingo, no grande clássico da rodada. Precisando definitivamente vencer para continuar na cola do líder Chelsea, que goleou o Swansea ontem. A equipe não conseguiu fazer frente aos londrinos, estes, em situação bem distinta da goleada sofrida uma temporada atrás, tiveram uma atuação quase impecável, conseguindo barrar as ações ofensivas azuis e aproveitando as chances criadas.

A derrota de hoje pode se por em parte culpa no destino, uma vez que temos sofrido com a perda de jogadores, justamente os mais importantes. Nesta partida não contamos com Yaya, que está jogando a Copa das Nações Africanas, torneio que nos atormenta de dois em dois anos, e Nasri, o grande desfalque inesperado, anunciado durante a semana. Assim, Pellegrini teve que montar um meio de campo desfigurado, como muito menos qualidade que o habitual, com o voluntarioso Milner e o rápido Navas abertos pelas pontas, dois jogadores quase que totalmente díspares em suas características e utilidades, menos no que diz respeito a uma: a habilidade inexistente.

Acabamos tendo que depender exclusivamente do talento de Silva e Aguero. O primeiro foi inteligentemente anulado pelo esquema tático montado por Arsene Wenger, e o segundo, que dependia muito justamente de David para as bolas chegarem e fazê-lo funcionar, portanto, acabou sendo prejudicado por encomenda, ainda tendo como outro fator a falta de ritmo, uma vez que voltou de contusão apenas na rodada passada.

Navas e Milner não funcionaram, erraram tudo, principalmente porque o primeiro gol dos adversários tornou o jogo totalmente adverso para eles. Os gunners se fecharam na sua linha defensiva e passaram a tentar aproveitar contra-ataques, e neste momento precisávamos de um meio habilidoso, que achasse espaços, e não conseguiríamos nada explorando a velocidade ou a força.

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O primeiro tempo apresentou um City sonolento, com muitos erros de passe e a defesa vacilando em diversos momentos, enquanto as chances de gol não apareciam, não havia criação, e a conta disto não demorou a ser cobrada: aos 22, em um lance muito questionável, é bom se dizer, Monreal tabelou com Giroud e se jogou ao encontro de Kompany, mas para o árbitro Mike Dean foi o suficiente para assinalar pênalti. Cazorla cobrou de modo indefensável e abriu o placar.

Muitas vezes o gol tomado é como um choque que acorda de vez um time e muda o panorama do jogo, mas com o City não foi assim, este continuou com totais dificuldades de criação e o goleiro Ospina foi um mero expectador em quase todo restante do primeiro tempo, que se mostrou bastante brigado, mas carente de boas chances.

Na segunda etapa, Pellegrini tentou dar mais qualidade ao meio com a troca de Milner por Jovetic, e o City ensaiou uma melhora, começando a pressionar de verdade a defesa adversária, ciente de que precisava buscar o resultado, com o jogo ficando bem mais aberto e limpo, onde, com espaço para sair em contragolpe, o Arsenal passou também a assustar na busca pelo segundo gol. E enquanto os citizens brincavam de perder boas chances, a equipe londrina ganhou um presente e aproveitou aos 21 minutos, quando Cazorla bateu falta e Giroud, tranqüilo, sem marcação, cabeceou de mansinho para aumentar o placar.

A partir daí foi o tradicional desespero, Pellegrini ainda tentou colocar Dzeko para aumentar o poder ofensivo, algo talvez tarde demais, já que com um meio menos habilidoso, o bósnio poderia ser a aposta para uma maior exploração dos lados. Mas as mudanças acabaram tendo pouco efeito, e o placar não foi alterado.

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Esta partida é o retrato de uma notória queda de rendimento que vem ocorrendo com a equipe, com pontos bobos perdidos e mesmo as vitórias tendo vindo com mais suor do que o necessário e esperado, após aquela ótima seqüência de vitórias que habilitou o City na perseguição a liderança. A equipe sofre com os desfalques de seus principais jogadores, mostrando instabilidade em uma parte muito decisiva da temporada, não podendo contar, por enquanto, nem com seu principal reforço da janela, já que Bony também está representando sua seleção. Até mesmo o Etihad não é a mesma fortaleza de outrora: já são 10 pontos perdidos em casa apenas em 2014/15, algo que certamente irá fazer muita falta mais tarde para a consecução dos objetivos.

E o pior é que a próxima partida é justamente diante do Chelsea, em Stamford Bridge, um confronto direto e crucial para a definição dos destinos desta Premier League. A partida ocorre apenas no dia 31, uma vez que o próximo fim de semana é rodada de FA Cup, com o City pegando o Middlesbrough no sábado que vem, no Etihad.

A diferença foi esticada para cinco pontos, e o City terá que mostrar muito mais se quiser impedir que os comandados de Mourinho partam para o abraço. Hoje esteve irreconhecível.

 

Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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