quinta-feira , 27 julho 2017
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City perde para o Palace/a ressaca continua

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O Manchester City segue tendo um 2015 com mais altose baixos do que resultado de eletrocardiograma. Desta vez tivemos a inglória missão de visitar o Crystal Palace em seu alçapão regado a belas cheerleaders, o temido Selhurst Park, local em que mesmo aqueles que tem a sorte de saírem com a glória, não o fazem sem ao menos deixar um pedaço da camisa ou do joelho.

Não, a vitória de duas semanas atrás contra o entregue WBA não foi o símbolo pascal da ressuscitação, não foi o marco de uma sequência inacreditável e exorbitante, como já acostumamos a ver tantas vezes, ou, pelo menos, a indicação de que teríamos a tranqüilidade de terminar a temporada com dignidade. Pode até ser que isto ainda aconteça, mas a luz está demorando um pouco mais do que gostaríamos de ser enxergada, e as conseqüências começam a aparecer.

O título já não importa mais, está entregue há décadas por uma equipe que não fez questão de lutar pelo mesmo, nem teve a capacidade, nem mesmo o mereceria, ainda que o recebesse de bandeja. Poderíamos, então, pelo menos garantir uma classificação tranqüila para a Champions League, obsessão dos lados amazônicos, com um bom vice-campeonato, assim como foi em 2012/13, aquela temporada que custou uma faxina completa sem deixar rastros.

Sim, mais uma vez, e como já ressaltado antes, somos obrigados a viver uma desgraçada jornada pós-título, onde o City parece você (sim, você mesmo!) quando bebe todas e passa o dia seguinte como um zumbi imprestável, sem lembrar de nada nem se dar conta do mundo. No nosso caso, isto tem durado de agosto a maio, nem mais nem menos, jogando por jogar, sem conseguir produzir nada decente.

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Duas temporadas atrás a desculpa foi o Mancini. A diretoria que entrava soube usar muito bem o momento para fazer a rapa que eles planejavam desde o primeiro dia que pisaram em Manchester, e olha que terminamos em segundo e chegamos à final da FA Cup. Os espanhóis adoraram não se deparar com uma campanha indiscutível, e assim serem obrigados a manter quem não queriam para não comprar briga com o mundo. Infelizmente, ou felizmente, um segundo lugar já era pouco demais para o City aquela época.

Mas o que dizer agora? A apatia foi tão imensa que até gente que começou mal demais o campeonato, e mesmo aqueles que não sabem nem o que estão fazendo ali, conseguiram chegar. Caímos para quarto, depois de muito esforço. Sim, desculpa Arsenal por ocupar sua posição eterna, mas não tem como não ser mais justo com o futebolzinho mequetrefe de mais uma temporada. Na verdade, merecíamos até mais, até terminar em quinto ou sexto, nos contentaríamos com uma Europa League, que é até um caminho mais fácil a UCL, e ainda de bônus perderíamos alguns zilhões de torcedores, o que até faz dessa situação um pouco agradável.

Infelizmente, ou felizmente (mais uma vez), Liverpool e Tottenham não se fazem tão perto, mas eu também achava isso do Salford United e do Arsenal, e não é que eles chegaram… Então é melhor não oferecer muita sopa para o mendigo, pois nada é garantido, e tempos difíceis podem estar por vir. Tão certo quanto o arrocho econômico é que o sinal amarelo não só acendeu, como está intermitente e ofuscante, e a grande pergunta até o final da temporada é: quem será o substituto do Pellegrini? Sim, porque se os espanhóis forem coerentes, é claro que a tesoura irá à direção do chileno, sendo justo ou não. Então o melhor é Pelle tratar de arrumar as malas e vender sua casa em Manchester antes que o boom imobiliário estoure e ela perca boa parte dos salários que ganhou até aqui, e nem eu nem ninguém quer que ele tenha prejuízo financeiro.

O mais duro é saber que há quase um ano atrás visitamos  o mesmo Palace, sob as mesmas condições adversas, com a mesa camisa e quase os mesmos jogadores, inclusive o mesmo técnico no banco, e soubemos arrancar uma vitória essencial na raça e no sangue. Lá tínhamos um time obstinado e que jogava a vida a cada minuto. Alguns meses e uma injeção anestésica duradoura depois, e temos isto:

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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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Um comentário

  1. time parece que ainda esta na UCL, agora e lutar pela vaga para a próxima UCL…acorda Manchester City FC

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