sábado , 16 dezembro 2017
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City reedita esquema vencedor da temporada passada

Ao contrário do que fez no empate contra o Liverpool na segunda rodada da Premier League, quando Mancini mandou a campo sua equipe no 3-5-2, deixando Silva no banco, o técnico italiano reeditou o 4-4-2 em duas linhas de quatro vencedor da temporada passada.

As únicas mudanças daquele time que fez história ao vencer o mesmo Queens Park Rangers de forma heroica, dramática e emocionante, foi a entrada do contratado Rodwell, quarto jogo dele, no lugar de Barry. Kolarov, no de Clichy e Dzeko, no de Aguero.

O 4-4-2 de Mancini, assim como na última temporada, teve a aproximação constante dos meias Silva, inicialmente pela direita, e Nasri, pela esquerda; e do striker Tévez, numa variação formando quase um 4-2-3-1. 
O time começou muito bem. Com posse de bola muito alta, trocando passes na intermediária do time londrino que se fechava muito bem também em duas linhas de quatro. Time de Mark Hughs tinha Wright Phillips pela direita e Park pela esquerda. Granero, qualificando a saída de bola, e Faurlin, os volantes centrais. Tanto que o City só teve finalizações em escanteios. Foram oito nos primeiros minutos. Num deles, Yayá Touré pegou rebote de Tévez e abriu o placar, para a alegria de nós, citizens. 

O City começou melhor o segundo tempo. Apesar disso, aos cinquenta e nove minutos, após falha de Silva, Zamora pega sobra de chute forte e empata. Mas o time de Londres nem teve tempo para comemorar, e, aos sessenta e um minutos, Dzeko empata na jogadaça de Tévez.

Depois da vantagem no placar, o Manchester perdeu em objetividade, mas ficava com a bola nos pés. Mesmo assim, o adversário teve perigosos chutes de Park e Granero. Depois, com algumas oportunidades de cada lado, Tévez fechou o placar desviando bola chutada por Dzeko de dentro da área londrina.

Em detrimento ao 3-5-2, o 4-4-2 desenvolvido por Mancini dá muito mais criatividade, movimentação e ocupação inteligente dos espaços no campo ofensivo. O 3-5-2 parece ser muito mais uma opção. Principalmente agora com a chegada de Maicon.

Assim como fez Mancini depois da entrada de Cissé no QPR: com o time adversário com três atacantes, o treinador mandou a campo Kolo Touré e Milner, tirando Zabaleta e Silva, formatando um 3-5-2 para encaixar os três defensores nos três atacantes adversários. Milner e Kolarov fecharam pelos lados, Razak e Rodwell, por dentro, e Yayá, com a saída de Nasri, foi empurrado para a armação. Com Tévez e Dzeko mantidos à frente.

O preocupante é o extinto defensivista de nosso treinador italiano, que sempre que conquistada a vantagem mínima no placar, deixa de atacar e dá a bola ao adversário. Um perigo.

No entanto, o City é cada vez mais favorito em qualquer confronto no território inglês.
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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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Sem comentários

  1. Ainda bem que Mancini largou mão daquele esquema débil mental (3-5-2). O 4-4-2 é muito melhor. Não apenas porque o time do City se encaixa melhor nesse esquema, mas porque já estamos acostumados a jogar (e vencer) assim.

    Com a chegada do Maicon, tudo tende a melhorar. Porque, quando jogávamos apenas com Nasri e Silva sendo responsáveis pelas jogadas de ataque, a tendência era afunilar pelo meio. Com as arrancadas criativas de Maicon pela direita, o leque de opções se amplia em, no mínimo, 10 vezes (quem viu o crioulo jogar na Inter sabe bem do que falo!).

  2. O esquema 3-5-2 não é debil mental, equipes que usam esse sistema tem um ataque muito fluente.

    Esse sistema foi criado justamente para podermos quebrar defesas fechadas, quem não se lembra da nossa dificuldade na temporada passada de fazer gols depois do mês de janeiro.

    O 3-5-2 não vai ser usado todas as partidas, e o mais importante esse sistema precisa de tempo para se firmar, não é da noite para o dia que vamos jogar bem, da mesma forma que o 4-4-2 precisou de toda a temporada 09-10 para se encaixar.

    Maicon e Nastasic foram comprados porque se encaixam nesse sistema.

    O Sérvio jogava no lado esquerdo da defesa da Fiorentina de 3 zagueiros, o Maicon é mais um winger do que um lateral direito, ele não tem mais aquele vigor físico, por isso será usado daquele lado.

    Acho importante o City ter várias opções táticas, principalmente na Premier onde as partidas tendem a serem sempre muito disputadas.

  3. Taxar qualquer esquema é de ser isso ou aquilo é preconceituoso. O esquema tem que ser aquele que vai melhor aproveitar os jogadores.
    Particularmente, não gosto do 3-5-2, por que a marcação nesse esquema é individual, o que pode prejudicar as ações ofensivas se o adversário mexer com a marcação, movimentando-se.
    Mas, se o Mancini fizer o time jogar nesse esquema, perfeito.

  4. Romulo você falou sobre o preconceito corretamente.

    Esse esquema precisa ser trabalhado seriamente para funcionar justamente por isso que você disse da marcação individual.

    Mancini passou toda as férias pensando uma forma de aproveitar melhor as qualidades dos jogadores.

    Ele sabe que no 3-5-2 o Lescott não funciona porque ele é lento e não tem habilidade com os pés.

    Já o Kolarov é muito similar ao Cafu, não sabe marcar, e como Felipão em 2002 armou o esquema para aproveitar o brasileiro, o Mancini tentará fazer o mesmo.

  5. Perfeito, Evans.
    O mais importante é o time ter uma forma de jogar, uma filosofia – e isso o City tem. Com isso, não se sentiria tanto a mudança de esquema.
    Em relação ao Lescott e sua lentidão, ele poderia jogar na sobra, com Kompany na direita, e Nastasic, na esquerda.
    Porém, teria que se sacrificar um meia. A não ser que um deles jogue como winger/ala e outro centralizado na armação.

  6. Pode ser que estejam certos, por causa do afunilamento pelo meio. No 3-5-2, os jogadores meio que são obrigados a jogar pelas pontas -sobretudo porque o Maicon avança demais.

    Mas eu não acredito no 3-5-2: acredito em inteligência e em jogo coletivo. Se você sabe que está difícil jogar pelo meio, passa a jogar pelas laterais; é isso que os jogadores precisam entender.

    Para mim, o 3-5-2 é um esquema ultrapassado, coisa de retranqueiro que gosta de jogar no contra-ataque e no chuveirinho. O importante mesmo é trazer jogadores bons e com características de winger, se a intenção é jogar mais pelas pontas para furar bloqueios defensivos. Com o Milner e os nossos laterais estava difícil, porque eles não são jogadores TOP; no caso do Maicon, que foi (e ainda é) um dos melhores laterais-direitos do mundo, a expectativa é das melhores.

    Melhor do que isso, só trazendo o Gareth Bale também, para jogar pela esquerda. Mas aí já é mais difícil, porque parece que o Real Madrid acertou alguma coisa com o Tottenham.

  7. Henrique eu acho que você está confundindo o 3-5-2 do passado com o dos tempos atuais.

    Quando o Cruyf disse que esse esquema era a morte do futebol, era porque naquela época se usava realmente para se defender e jogar no contra-ataque, mas a filosofia mudou em relação a isso tanto que li um artigo no the guardian.
    Como uma equipe que tem 2 wingers subindo o tempo todo e mais 3 jogadores de meio pode ser retranqueira…

    A LA U foi um exemplo de futebol bonito na America do Sul jogando nesse esquema, o Napoli a Udinese jogam ofensivamente nesse esquema.

    14 equipes usaram esse esquema nos campeonatos europeus no final de semana, e todos na finalidade de poderem jogar mais ofensivamente.

    O Barcelona na temporada passada jogou partidas também nesse esquema.

  8. Argentina do Marcelo Bielsa nas eliminatórias de 2002, era outra equipe que jogava no 3-5-2 e que era extremanente ofensiva

    http://www.guardian.co.uk/football/blog/2012/aug/28/football-back-three-manchester-city

  9. Henrique Braga, cada um pode ter preferência, e esse espaço é justamente para isso, para debate.
    Mas qualquer esquema pode ser ofensivo ou defensivo dependendo da forma que o time joga. Por exemplo: O Chelsea de Villas-Boas jogava muitas vezes com três atacantes, filosofia implantada desde Mourinho no Clube. Porém, se observava muito mais um 4-1-4-1, à partir do recuo dos atacantes, alinhando-se aos volantes, tornando-se wingers.
    Não basta só ver o time no papel e falar que ele é isso ou aquilo.
    Abraço, amigo!

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