terça-feira , 28 março 2017
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Contra o Liverpool, Mancini adere ao 3-5-2

Até começar o jogo em Liverpool, Roberto Mancini não havia vencido o time do Liverpool no Anfield Road. Talvez por isso, o técnico italiano mandou a campo uma equipe mais ortodoxa, com David Silva no banco.
Mancini desmontou seu habitual 4-4-2 em duas linhas que, com a bola, se tornava quase um 4-2-2-2, e armou um 3-5-2 que teve a seguinte formatação: pela direita da zaga, Kolo Touré, na sobra Kompany e, na esquerda, o versátil Zabaleta. A segunda linha foi formada por Milner, na direita, e Kolarov, à esquerda, alinhados aos volantes De Jong e Yayá Touré. Nasri na armação tendo à sua frente Tévez, movimentando-se preferencialmente à esquerda, e Bolotelli centralizado.
Porém, a “inovação” de Mancini não teve efeito e sucumbiu no primeiro tempo ao 4-1-4-1 do Liverpool, que encaixou com o meio-campo do City e anulou a armação. O jovem Allen “pegava” Nasri, Gerrard e Sherlley, substituto de Lucas, novamente lesionado, batiam com, respectivamente, De Jong e Yayá. 
Liverpool teve mais posse de bola, finalizações e marcou num escanteio muito bem executado por Gerrard e finalizado por Skrtel.
O City não teve um bom início de segundo tempo, com muitos erros de passes na saída de bola, principalmente na má atuação de Kolo Touré. Mancini corrigiu com a saída de Nasri e a entrada de Rodwell, empurrando Yayá para a armação, que marcou o gol de empate após a jogada de linha de fundo de Tévez.
Na falta cometida por Rodwell na intermediária, gol de falta de Suárez. Liverpool dois a um.

Com a desvantagem no placar, Mancini mandou a campo Dzeko e Silva, tirando Balotelli e Milner, voltando ao 4-4-2. Zabaleta votou para a direita, Kolarov recuou para a lateral esquerda, Silva alinhou-se aos volantes, com Yayá centralizado, Dzeko e Tévez na frente, deixando desocupada a esquerda.
José Enrique e Carroll ainda entraram  no Liverpool, mas o protagonista foi, novamente, Skrtel. O zagueiro falhou na tentativa de recuo para Pepe Reina e deu a bola de graça para Tévez driblar o goleiro espanhol e empatar novamente o confronto.
Fim de jogo, longe de ser uma grande atuação do City. Mas um empate contra a camisa do Liverpool, que não deverá ser adversário direto na disputa do bi-campeonato, foi um bom resultado.
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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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Sem comentários

  1. Bacana, a formação realmente foi essa.. Time começou até bem no 3-5-2 mas depois deu uma caída.. Mas é bom ter outras opções pra mudar a cara do time qndo estiver mal.

  2. Muito bom a análise, Rômulo.

    Bem vindo!

  3. Muito obrigado, é um prazer!

  4. O sistema 3-5-2 foi usado durante toda a pre-temporada para ser testado como nova opção da equipe, ele foi usado algumas vezes na temporada passada, City 2×3 United pela FA Cup foi um exemplo.

    Nos primeiros 25 minutos nosso esquema funcionou contra o Liverpool, mas depois o Reds conseguiram se ajeitar.

    Kolarov e Milner que se beneficiam muito desse esquema não conseguiam ir até a linha de fundo para fazer as jogadas.

    Kolo Toure que ganhou a vaga do Lescott por ter mais mobilidade e ser mais rápido que o inglês não estava se sentindo confortável.

    Yaya e De Jong erraram muitos passes, e tornavam o jogo lento no meio de campo, Balotelli movimentava-se muito bem sem a bola sempre nas costas da defesa do Liverpool, mas Toure e Nigel não conseguiam suplir o atacante, na única bola que Mario recebeu nas costas da defesa dos Reds o Skrtel foi obrigado a fazer a falta segurando o jogador(para mim lance de cartão amarelo).

    Um jogador que nínguem sente falta, e nem recebe muito valor mas que é importante para o City é o Barry.

    O ingles é o jogador que faz o trabalho sujo no meio, dá liberdade para que Yaya se aventure no ataque e principalmente melhora o passe da equipe, pois De Jong é apenas um grande roubador de bolas.

    Mas grande analise Romulo, parabens.

  5. Gosto bastante do futebol do Barry. Volante marcador e com bom passe e boa saída de bola. Rodwell, apesar da falha no gol do Liverpool, mostrou bom futebol quando entrou.
    De Jong deve perder espaço.

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