sábado , 16 dezembro 2017
Home / Uncategorized / David “The Magician” Silva

David “The Magician” Silva





Sem derrotas na Premier League desde maio, o grande plano do Manchester City de se tornar um dos melhores times do mundo está saindo do papel. E a grande razão desse sucesso é um pequeno joven e quieto espanhol das Ilhas Canárias. A revista Sport conversou com ele sobre a sua vida no City, seu passado na Espanha e certamente sobre o famoso 1×6.


Humilhar o United em frente dos seus próprios torcedores. O problema de Carlos Tevez. As polêmicas de Mário Balotelli. Nos últimos tempos o Manchester City se acostumou a estar sempre nas manchetes, e para Roberto Mancini ser manchete da página de esportes dos jornais é o que mais importa, e David Silva está mais que contribuindo para o City ser notícia.

Precisou mais de duas tentativas para que Mancini e Silva trabalhasem juntos. Quando era técnico da Inter o italiano tentou contratar o espanhol mas suas propostas foram negadas pelo Valência, mas em 2010 pressionado pelos problemas econômicos o presidente Manuel Llorente foi obrigado a vender o jogador.

Hoje nós sabemos porque Llorente nunca quis perder Silva. Desde que chegou na Inglaterra David vem monstrando sua magia na Premier League, e agora jogando mais centrado como um maestro está mostrando para o mundo o quão bom ele realmente pode ser.

Quatro gols e oitos assistências até agora não conseguem descrever o tanto que o espanhol de 25 anos é importante para a equipe, e quando questionado se é o melhor jogador da Premier ele se esquiva: “Eu não sou o melhor. A Premier tem muitos bons jogadores, eu apenas me sinto muito feliz por estar jogando aqui.”

David Silva é um jogador muito modesto que prefere estar fora dos holofotes, um homem que está em controle total de sua vida e de seu futebol no momento.

Você cresceu assistindo seu pai um jogador semi-professional. Nos diga como você aprendeu e como se apaixonou pelo futebol?


Como eu aprendi a jogar? Você não aprende a jogar futebol, não é como uma escola onde uma pessoa senta na cadeira e alguém te ensina como fazer isso ou aquilo. Você tem que entender como jogar futebol, e amar o que está fazendo pois só assim começa aprender coisas novas. Quando criança jogava muito com meus amigos, e muitas coisas que faço hoje vieram da minha infância.


Você foi rejeitado pelo Real Madrid quando tinha 12 anos, mas o Valência o aceitou aos 14 anos. foi uma decisão difícil se mudar de casa e assinar com eles?


Sim, foi muito difícil porque eu era muito jovem. É uma grande mudança ir para uma cidade grande, e as Ilhas Canárias é distante do continente. Foi uma decisão complicada na minha vida, mas a oferta era muita boa para eu poder recusar.


Foi no Valência que você se estabilizou como jogador num time com outras estrelas como Joaquim, David Villa e Juan Mata. Quando chegou a hora de você deixar o time foi muito difícil?


Foi uma decisão difícil para mim. Valência é um clube que sempre vai estar no meu coração, mas eu senti que era o hora certa de tentar um novo desafio. Quando o Manchester City se aproximou parecia ser uma grande oportunidade. E eu tinha contato com Pepe Reina e Fernando Torres que já jogavam por aqui e os dois me disseram muitas coisas boas sobre a Premier League.


Porque o Manchester City?


Porque foi a equipe que mais acreditou em mim. Antes de vir para cá, eu já tinha conversado com Roberto Mancini e senti muita confiança que esse seria o clube que deveria jogar. O City mostrou muito desejo para que eu estive envolvido, e ter uma oportunidade de fazer parte desse projeto e ter um técnico como Mancini era impossível eu recusar. Com todas as minhas considerações finais o City foi meu destino ideal tanto para minha carreira doméstica e internacional.


Você sentiu que levou um tempo para se acostumar a velocidade da Premier League?


Você tem que lembrar que cheguei com uma pressão muito grande pelo preço que o clube pagou por mim(£24 milhões de libras, uma pechincha). Eu tinha acabado de voltar da Copa do Mundo e não tive férias então foi muito puxado. A Premier é diferente da Espanha. Aqui eles jogam mais rápidos e chegam duro, então você tem menos tempo com a bola e menos tempo para se recuperar quando comete um erro.


Todos dizem que você é o melhor jogador da Premier atualmente, isso o coloca com mais pressão, você está saboreando isso?


Claro, eu estou gostando sim. É saboroso vir aqui e jogar futebol com meus amigos. Eu espero que tenhamos sorte de ganhar a Premier, mas eu não diria que sou o melhor jogador porque há outros bons jogadores aqui. E eu não poderia lhe dizer qual o melhor.


Você sente que se adaptou em Manchester agora?


Eu gosto de Manchester. Moro na periferia da cidade, então é mais quieto do que no centro mas é muito bom. O clima é um pouco difícil para se acostumar, mas o resto está tudo bem.


O que você mais desfruta quando está jogando pelo Manchester City?


City tem um elenco com excelentes jogadores. E parece que estamos melhorando constantemente como um time e individualmente jogando juntos. O jeito que a equipe foi armada é muito similar com o jeito que a Espanha joga. Nós somos designados a jogar rápido, um futebol ofensivo o que se adapta ao meu estilo de jogo. Tanto na Espanha e no City eu sinto que preciso estar no melhor do meu jogo para ganhar um lugar no time, como jogador isso te deixa com os pés no chão e sempre querendo jogar no mais alto nível possível.

Deve ajudar bastante tendo grandes jogadores ao seu redor. Isso deixa as coisas mais competitivas?


Não, não realmente. Como eu disse antes, nós todos somos amigos. Quando eu estava no Valência também havia grandes nomes, na seleção também há grandes jogadores, então eu estou acostumado a jogar com grandes atletas.



A vitória de 1×6 contra o United ajudou a melhorar a amizade entre vocês?


Eu entendo que somos grandes rivais, então obviamente foi um resultado fantástico para o clube, para os jogadores, e especialmente para os torcedores. Toda partida é importante. A temporada não se resume em apenas uma partida, e nós sabemos que precisamos estar no melhor do nosso jogo contra todos os times da Premier para alcançarmos nossas metas. De qualquer maneira eu entendo o quanto significou esse resultado para todos que estão envolvidos com o clube, ganhar dos nossos rivais daquele jeito. Nossos torcedores estavam esperando por esse tipo de resultado por muito tempo, então eu me sinto orgulhoso.


Se vocês ganharem a Premier algumas pessoas vão dizer que o clube comprou o caminho para a glória. Isso te incomoda?


Não nem um pouco. Nosso objetivo é ganhar. As pessoas pensam que é fácil para nós, mas não é apenas trazer bons jogadores para aqui e pronto, você precisa fazer esses jogadores formar um bom time. Nós compramos menos jogadores na janela de transferência passada porque estamos nos tornando um time agora.


Você falou sobre os torcedores. O quanto os torcedores do City fez você se sentir bem vindo?


Eles tem sido fantásticos. A paixão dos torcedores quando estamos jogando dentro ou fora de casa tem sido marailhoso. Nós temos uma diversidade de jogadores no clube, e todos que chegam aqui tem todo o suporte dos torcedores. Isso realmente ajuda a criar um ambiente feliz.


Você consegue colocar em palavras como sentiu em ganhar uma Copa do Mundo pela Espanha?


(Risos) Incrível. Isso é tudo que posso dizer.


A Espanha é campeã do mundo e européia também. Porque vocês são tão superiores as outras seleções no mundo atualmente?


Ganhar dois torneios seguidos foi muito bom para nós. Eu penso que é apenas uma coencidência de uma boa geração de jogadores ter aparecido na mesma época. Antes de ganharmos a Euro fazia tempo que não ganhávamos nada. Tudo que fazíamos era ruim, as pessoas diziam que nunca iríamos ganhar nada de novo. Agora ganhamos dois torneios, então tudo que fazemos agora é maravilhoso.


Taticamente há grande diferenças entre Espanha e Inglaterra?


Bem a Inglaterra joga um estilo diferente de futebol, vocês jogam rápido e gostam de atacar. Nós gostamos de trocar passes e criar chances de gol. A Inglaterra jogou diferente contra nós algumas semanas atrás. Eles não deixaram espaços em campo e tiraram vantagem de cada erro que cometemos, mas esse não é o estilo do futebol inglês, mas apesar de tudo deu certo.


Qual o melhor jogador com quem você já jogou?


Andres Iniesta. Ele é brilhante de assistir, e ainda melhor jogar do lado dele. Ele cria muitas chances, mas não é só isso, ele trabalha duro o jogo todo para a equipe.


Qual são seus objetivos finais com o futebol?


Eu não gosto pensar muito no futuro, mas eu gostaria de ganhar a Premier League com o Manchester City, e espero depois a Champions League. Bem vamos ver o que vai acontecer.


Finalmente qual sua coisa favorita em ser um jogador de futebol?


É um grande privilégio em fazer sua vida com uma coisa que é sua paixão. Amo jogar um bonito futebol, e tive muita sorte de jogar em clubes e na seleção que adoram o futebol ofensivo. Até quando isso contituar eu vou estar muito feliz com o futebol.









Entrevista concedida pela revista Sport Inglesa


Acesses nossas redes sociais:

http://facebook.com/ManchesterCityBrasil
http://twitter.com/ManCityBrazil
Contato: joaohugo@manchestercity.com.br

Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

Veja mais

City continua invicto mas só empata em Londres!

Depois da partida na quarta-feira onde estive acompanhando o City na Champions League hoje foi …

Sem comentários

  1. Vida longa ao Mago!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *