terça-feira , 25 julho 2017
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Depois de anos de espera, eles nos venceram… (ufa!)

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Pode comemorar seu título United, sim, porque é meio irônico ter visto ao final da partida tanta empolgação contra um time supostamente pequeno e inferior… Eu sei bem como vocês estavam com saudades de acabar uma partida a frente no placar, pois bem, depois de quase dois anos e meio (mais de quatro anos em casa) e quatro partidas, hoje chegou o seu dia. O mundo e o árbitro conspiraram a favor do acontecimento, afinal, seria demais que este jejum altamente prejudicial a ordem mundial continuasse firme…

A partida teve como destaque o encontro inédito organizado pelo Man City Brazil no Rio de Janeiro, que será detalhado depois para vocês. Como disse em texto essa semana, eu não estava muito animado para o jogo, pudera, o City não vive uma fase tão negra como essa há certo tempo, e o resultado de hoje mostrou que 2015 continua bem traiçoeiro para nós.

Pellegrini ao menos foi mais sensato que em outras oportunidades, escalando uma equipe mais fechada que o seu hábito para o confronto difícil, pelo menos na teoria, no meio de campo: Fernandinho e Yaya na frente da zaga, Silva, Milner e Navas à frente, e Aguero sozinho no ataque. Na prática, a vulnerabilidade não foi alterada, com bobeadas que custaram o jogo, mesmo no momento em que o City estava melhor e nos dava esperanças.

Pois bem, o City teve um período inicial de partida que empolgou os torcedores. Deixando a apatia mostrada em todo o ano para trás, e parecendo confirmar aquela afirmativa de que a equipe é outra em partidas grandes, com um time ligado no jogo, marcando pressão no meio e aproveitando roubadas de bola para armar jogadas perigosas perante a defesa desprevenida dos rivais.

Logo aos quatro minutos começou uma blitz do City na área dos diabos, com a defesa deles tendo de se virar para afastar o perigo. Aos cinco minutos Yaya fez grande lançamento para Navas, que disparou pela direita, mas finalizou em cima de De Gea, cara a cara. Acabamos não tendo muito tempo para xingar o espanhol, aos sete, Milner achou David Silva na área, que fez um cruzamento rasteiro perfeito para Aguero mandar as redes e espantar a zica, 1 a 0 City.

O gol não diminuiu o ânimo dos Citizens, que continuaram indo para cima como se não houvesse amanhã, enquanto o United ficava acuado, sem conseguir criar muita coisa. Fernandinho fazia grande partida, realizando grandes desarmes que favoreciam as chegadas da equipe, mas aí a sombra de 2015 veio para nos assombrar novamente…

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Aos 13 minutos, o United conseguiu o empate em uma seqüência de lances improváveis que mostraram com a fase é realmente negra. Após lançamento para Aguero no ataque, De Gea teve que tirar no susto, acontece que a bola foi lá para o nosso lado esquerdo, Clichy perdeu a disputa de cabeça com Fellaini, que passou para Ander Herrera e este cruzou rasteiro para a área, Demichelis conseguiu bloquear a desviada de Ashley Young, mas, por azar, a bola voltou para Young e o inglês não perdoou na segunda oportunidade. Ou seja, tomamos um gol originado de um chutão da defesa, mais incompetência ou azar, impossível…

Após o gol o jogo deu uma esfriada, mas ainda continuávamos melhores em campo, o que não impediu que aos 27, Blind achasse Fellaini livre e desmarcado na área, e também em posição duvidosa, e cruzasse, enquanto nossa defesa observava com toda a passividade do mundo a bola ir em direção a cabeça do belga. Ou seja, mesmo estando melhores, conseguimos tomar a virada rapidamente!

O resto do primeiro tempo se caracterizou em um jogo brigado, mas sem apresentar muitas chances claras. O ímpeto inicial do City se dissipou com o choque dos dois gols, e os donos da casa, embora melhores, também não conseguiam fazer algo muito produtivo. No intervalo, Pellegrini tirou Kompany, com cartão amarelo e contundido, e colocou Mangala em seu lugar.

Na segunda etapa o United voltou melhor, aos 52 minutos, uma seqüência incrível de lances quase culminou em seu terceiro gol, quando Hart fez grande defesa em falta cobrada por Rooney, e depois de bate rebate na área, espalmou um chute de Carrick, até finalmente conseguirem afastar de forma atordoada o perigo. Aos 66, a sorte foi diferente, Rooney achou Mata completamente impedido, o espanhol avançou e tocou por baixo de Hart, era o terceiro gol que mandou tudo para as cucunhas.

Aos 73, a coisa virou passeio, quando Young fez cruzamento longo que mais uma vez achou um jogador deles completamente livre e tranqüilo dentro da área, Smalling cabeceou para fazer 4 a 1. Claro que, neste momento, veio o temor de um vexame daqueles, dado o tempo e o quanto o time estava entregue, então, tenho certeza que tudo o que os torcedores mais fizeram foi rezar para o cronômetro correr…

Felizmente, eles não conseguiram ampliar, e ainda houve tempo, aos 88 minutos, de Aguero diminuir e evitar um placar mais elástico, quando Frank Lampard lançou Zabaleta em profundidade, mandando rasteiro para o argentino finalizar. A título histórico, foi o 100° dele pelo City, então ressaltamos um parabéns, apesar do resultado, pela marca do atacante que já nos deu tantas alegrias ao longo dos últimos anos.

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Poderíamos reclamar muito da arbitragem do jogo, e teríamos razão, mas acho que o momento não cabe, não tenho ânimo pra isso, inclusive acho que mesmo sem os erros perderíamos de qualquer forma, a situação está muito ruim! Foi a quarta derrota seguida do City fora dos seus domínios na Premier League. O resultado confirma o que temos que aceitar e respeitar: eles estão em um melhor momento, eram favoritos e confirmaram isso.

Enquanto para nós a realidade é de uma queda livre, onde o que nos resta é, numa primeira perspectiva, lutar para salvar esta vaga para a Champions e evitar um desastre maior, onde se o Liverpool vencer o Newcastle amanhã ficará há apenas quatro pontos, e, a despeito da goleada sofrida para o Arsenal na rodada passada, eles vivem ótima fase, então a ameaça é bem real.

Depois que a tempestade passar, o mais importante: refletir sobre uma temporada em que fomos do céu ao inferno tão rápido. Talvez seja o sinal de que um ciclo se encerra, e é hora de realizar uma reformulação verdadeira na equipe.

Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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