domingo , 20 agosto 2017
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Esquadrão Interativo faz matéria com nosso Blog

Confira na íntegra a entrevista que o Blog do Manchester City Brasil deu ao Esquadrão Interativo

Amanhã, o Manchester City receberá, em sua casa, a multi-titulada Juventus, pela 2ª rodada da Fase de Grupos da Europa League. Um jogo importante para as pretensões do clube de Manchester, que busca lançar seu nome entre as equipe importantes da Europa e vê, neste ano, boas possibilidades de romper um hiato de conquistas que já dura por décadas.
No Brasil, a partida será seguida com entusiasmo pela comunidade virtual Manchester City Brasil (MCFC-BR), que, aos poucos, ganha destaque no cenário brasileiro e internacional, expondo a paixão de muitos tupiniquins pelo time azul-e-branco.
Quem nos fala sobre este e muitos outros assuntos é o paraense João Hugo, um dos responsáveis pelo MCFC-BR. Devoto de outro bicolor, o Paysandu, e neto de Hugo Reis (campeão mineiro em 1939 e 1941 pelo Atlético), João segue o City desde 1999 – o que inclui uma tortuosa passagem do clube pela Segunda Divisão Inglesa – e tem como maior ídolo o goleiro Shay Given. Entre as muitas curiosidades, ele nos conta que o extinto grupo Oasis foi fundamental para que ele conhecesse o clube mais a fundo e que, em semanas de derby contra o United, a rivalidade aparece fortemente, mesmo tão distante da cidade.
Vamos nessa:

Os irmãos Gallagher, grandes fãs do City (Foto: oasisnews)

ESQUADRÃO INTERATIVO – Quando começou o seu amor pelo Manchester City?
JOÃO HUGO – Assim como a grande maioria dos que eu conheço (mais da metade), comecei a gostar do City por causa do Oasis. Na minha adolescência, eu era um grande fã do Oasis, fanático, e isso foi fundamental para que eu começasse a gostar do Manchester City. Quando você tem um ídolo, quer ser igual ele: gostar das mesmas coisas e fazer as mesmas coisas. E torcer pro Manchester City foi uma das primeiras coisas que eu fiz. A única coisa que eu não fiz foi mexer com drogas (risos). Isso foi em 1999. Mas tudo começou mesmo em 2001. Comecei a acompanhar de perto o time, claro que dentro do possível, pois naquela época era complicado você acompanhar jogos de campeonatos da Europa na TV, ainda mais de um clube sem expressão e, na época, amargando a 1º Divisão do Campeonato Inglês (que é como se fosse a série B aqui no Brasil) [atual Championship, a Segunda Divisão Inglesa]. O jeito era recorrer à internet para achar o maior número possível de informações (em inglês, claro).

ESQ. INT. – Em todo esse tempo seguindo o clube, qual o seu maior ídolo?
JOÃO HUGO – O meu maior ídolo é goleiro Shay Given. Além de ser pra mim, um dos melhores goleiros do mundo, é um líder e um grande profissional, que sabe se portar de uma forma incrível. Infelizmente o técnico Mancini tirou a vaga de titular dele e deu lugar ao jovem (e inglês) Joe Hart, de 23 anos, para alegria da imprensa e torcedores ingleses, que acham que ele é o futuro da seleção inglesa. Mas não podemos esquecer também do Paul Dickov, Shaun Goaterdo, Dunne, Nicolas Anelka, Petrov e do Elano, que foram jogadores que ajudaram muito o Manchester City na sua guinada e depois na permanência do clube na Premier League.
ESQ. INT. – E aquele jogador que não merece ser lembrado?
JOÃO HUGO – Bem Haim, vulgo “Bem Ruim”. Com toda a sinceridade eu não sei como esse ser pôde jogar no Chelsea e depois do Manchester City. Era um pesadelo na zaga e, em todo jogo que ele participava, o City tomava um gol fácil. Outro que jamais vai fazer falta é o Robinho. Foi a maior enganação do Manchester City em todos os tempos. Era pra ser o nosso salvador, o cara que iria ficar marcado para sempre como “aquele que começou tudo”. Ao invés disso, tornou-se mascarado, mercenário e o jogador com menor produtividade do elenco do City. Uma vergonha para quem queria ser o melhor do mundo. Lamentável.
ESQ. INT. – Qual a maior alegria (esportiva) que o City já te deu?
JOÃO HUGO – O único título oficial que eu pude presenciar foi o da 1º Divisão, na temporada 2001/02. Naquela ocasião, o atacante Shaun Goater praticamente levava o Manchester City nas costas, sendo o melhor marcador do clube (isso por cerca de quatro temporadas seguidas). Uma alegria também foi a compra pelo Sheik Mansour.
ESQ. INT. – E a maior decepção?
JOÃO HUGO – A maior decepção com toda a certeza foi o Robinho, mas já falei a respeito dele. Não posso deixar de lembrar também do camaronês Foé, que na época atuava pelo Manchester City e faleceu, vítima de infarto, durante um jogo de sua seleção, aos 28 anos. O número 23, que era usado por ele, foi aposentado. Não foi bem uma decepção, mas uma tristeza para todos nós.
ESQ. INT. – Há muitos anos o City não conquista um campeonato expressivo. Nesta temporada, foi o time de maior investimento na Europa e participa de uma boa competição europeia – a Europa League. Este é o ano bom?
JOÃO HUGO – Acho que não podemos nos empolgar muito com esta temporada, por enquanto. O Mancini ainda não encontrou um estilo de jogo para o City atuar. E no campeonato que parecia mais a mão, a Carling Cup (Copa da Liga), fomos eliminados já na primeira fase, então realmente fica complicado. O Manchester City vem fazendo grandes investimentos não só dentro de campo, mas fora das quatro linhas. O corpo executivo do City é formando por ex-executivos de grandes corporações do mundo. Gary Cook, diretor executivo, por exemplo, trabalhou mais de dez anos na Nike. Além disso, o clube investiu milhões no seu novo site e também quase que dobrou o número de funcionários. Quero dizer com tudo isso que o Manchester City está fazendo um planejamento em médio e longo prazo. O Mancini tem que achar um estilo de jogo para o City, assim como o Mourinho fez com o Chelsea quando treinava o clube, e assim como o Fergunson faz com o United: entram e saem jogadores, e esses dois clubes têm uma base sólida de como se comportar dentro de campo, diferente do City, que tem o melhor elenco da Premier League, mas não sabe usar isso a favor.
ESQ. INT. – Como você vê o espaço dedicado ao City na mídia – inglesa, brasileira, europeia etc?
JOÃO HUGO – O espaço na mídia brasileira, podemos dividir em antes e depois de 2007. Isso porque Elano foi contratado pelo clube e começou a jogar bem, com gols e assistências. Depois veio o Jô, contratado por uma fortuna, mas que mostrou um futebol abaixo das expectativas. Mas nada se compara ao “boom” da contratação do Robinho e a compra do City pelo membro da família real dos Emirados Árabes, o Sheik Mansour. A partir desse momento, toda semana tem uma notícia do Manchester City na imprensa, até porque o clube investiu em uma grande equipe de assessoria de imprensa para explorar as mídias tradicionais e principalmente as mídias digitais, como as redes sociais. Hoje, o Manchester City é notícia no mundo do futebol, principalmente por seus investimentos em jogadores – que são acima do mercado.

Destaque do blog Manchester City Brasil para a vitória contra o Chelsea (Foto: mcfc-br.blogspot.com)
ESQ. INT. – Como surgiu a idéia de montar o Manchester City Brasil?
JOÃO HUGO – O Manchester City Brasil foi criado pelo Leonardo Silva juntamente com o Fernando Quirino, no começo de 2008, através de uma comunidade na rede social Orkut. Não sei (ou não lembro) como me acharam, mas me convidaram pra fazer parte da comunidade e acabei entrando. A coisa foi crescendo, nossos adeptos foram aumentando e acabamos formando uma boa equipe para transmitir todas as informações possíveis, seja trocando ideias e informações na comunidade no Orkut ou postando notícias em nosso Blog. Quando eu digo “nosso Blog” é porque o blog é nosso mesmo, não tem um dono, todos podem postar qualquer coisa relacionada ao Manchester City ou aos seus jogadores, tenha a notícia a ver ou não com futebol. Isso é bom, pois não fica uma coisa centralizada; porém, para assuntos externos, devemos sempre comunicar uns aos outros, como comuniquei a todos sobre essa entrevista. Normalmente todos apoiam as iniciativas ou ocasiões externas. Nunca houve problemas quanto a isso.
ESQ. INT. – Atualmente, o MCFC-BR tem quantos membros/seguidores? Em que partes do país eles estão?
JOÃO HUGO – O blog teve um crescimento considerável. Por mês, recebemos cerca de 3.500 visitas, de 237 cidades espalhadas pelo mundo inteiro. Claro que as cidades brasileiras são maioria. Eis o Ranking das 10 cidades que mais nos visitam:
1. Belo Horizonte
2. São Paulo
3. Rio de Janeiro
4. Salvador
5. Brasilia
6. Belém
7. Fortaleza
8. Curitiba
9. Santos
10. Recife
No mundo, 38 países já visitaram nosso blog. Eis o Ranking dos 5 países que mais nos visitaram:
1. Brasil
2. Portugal
3. Reino Unido
4. Noruega
5. EUA
A nossa Newsletter conta com mais de 50 assinantes.
ESQ. INT. – Vocês costumam fazer ações – encontros para assistir jogos juntos, por exemplo?
JOÃO HUGO – Não. Acho que por sermos poucos torcedores e estarmos em cidades diferentes do Brasil, fica complicado criar uma ação desse porte. Mas nada que nos impeça de fazer isso num futuro bem próximo. Uma ação que estamos fazendo agora é a promoção através de sorteios. Iremos sortear produtos da Loja Oficial do Manchester City e uma camisa oficial também. Nosso correspondente na Inglaterra, o Evans, se propôs a nos patrocinar. E isso foi e está sendo uma excelente forma de divulgar mais o blog.

Comunidade do MCFC-BR no Orkut (Foto: Orkut)

ESQ. INT. – Quais outros canais o MCFC-BR utiliza além do blog?
JOÃO HUGO – Além do Blog, temos uma comunidade no Orkut também, como já foi falado acima. Ela é pequena, quase 700 membros, mas bem agitada; não deixa de ter conteúdo de qualidade e quase sempre é mais movimentada do que aquelas que possuem 20 ou 60 mil membros. Hoje usamos oTwitter e o Facebook também, para expandir nosso relacionamento com os usuários, além do meu e-mail pessoal, que deixo aberto a qualquer um que queira conversar ou tirar dúvidas relacionado ao Manchester City Brasil.

MCFC-BR em destaque no espaço “Fan Sites”, no site oficial do City (Foto: mcfc.co.uk)
ESQ. INT. – Vocês têm pretensões de serem reconhecidos pelo Manchester City como um canal oficial do clube no Brasil?
JOÃO HUGO – Somos o único blog em língua portuguesa que está na seção de “Fans Sites” no site oficial do clube. Isso já é um grande reconhecimento. Não somos o canal oficial do clube, mas representamos bem essa função e de vez em quando chega e-mail do clube elogiando nosso desempenho com o blog. Há um projeto do clube para lançar o site oficial em língua portuguesa, mas não sabemos quando será lançado.
ESQ. INT. – Provavelmente, todos os membros do MCFC-BR também torcem por times brasileiros. Você acha que os amores são conciliáveis ou o Manchester City acaba sendo o protagonista?
JOÃO HUGO – Sim, todos nós temos os nossos clubes aqui no Brasil e posso dizer que somos proporcionalmente apaixonados por nossos times brasileiros e pelo Manchester City. Ninguém dos nossos membros foi influenciado pelo pai ou pelo tio para se tornar um torcedor Manchester City; então, acho que nascemos com nosso amor pelo clube aqui, no Brasil, e quanto ao Manchester City, cada um aprendeu a gostar do clube da sua forma. Nem todos foram pelo Oasis, como eu e alguns membros.
ESQ. INT. – O principal rival do seu clube – o Manchester United – tem muitos fãs no Brasil. É possível vivenciar a rivalidade entre os dois clubes, mesmo tão distante da Inglaterra?
JOÃO HUGO – Sim, dá pra vivenciar apesar da distância. Há um grande movimento, contagiante, em semana de derby contra o United. Colocamos vídeos no blog, fazemos piadas com os principais jogadores e muitas vezes até criamos vídeos do próprio blog, apenas para passar esse sentimento e fazer com que todos possam vivenciar, da melhor maneira possível, como é essa rivalidade. Claro que tudo conspira a favor do City – afinal não vamos criar nada para aumentar ainda mais a fama do United.
ESQ. INT. – Qual o seu derby inesquecível?
JOÃO HUGO – No dia 14/03/2004 o Manchester City estraçalhou o United, por 4 x 1. Eu lembro que tinha acabado de perder meu avô poucos dias antes e nesse jogo eu vibrei muito. O Wright-Phillips fez um golaço nesse jogo.
ESQ. INT. – E o derby para se esquecer?
JOÃO HUGO – Ano passado. 20 de setembro de 2009. United 4 x 3 City. Bellamy destruiu nesse jogou, marcando dois golaços. Aí o juizão deu 4 minutos de acréscimo, mas ele levou por mais 2 minutos e Owen marcou o gol da vitória. Um jogo emocionante.
ESQ. INT. – Recentemente, realizamos uma entrevista com um membro-fundador do United of Manchester – uma dissidência do United principal, que foi criada, basicamente, em protesto ao dito futebol moderno. O que você acha de uma atitude como esta?
JOÃO HUGO – Acho isso uma bobagem. Hoje em dia, futebol é política e dinheiro, movimenta bilhões e gera centenas de benefícios a bilhões de pessoas, direta e indiretamente. Tudo evolui, algumas coisas para melhor, outras para pior. O futebol pode ter sim perdido um pouco de sua arte e alegria, mas ficou mais organizado.
Posso pensar desse jeito talvez pelo dono do Manchester City, Sheik Mansour, ser membro da família real do seu país, uma pessoa muito rica e que, além disso, tem as pessoas certas para fazer as coisas certas pelo clube.
ESQ. INT. – Além do United, qual outro adversário você considera “especial”?
JOÃO HUGO – O Tottenham se tornou um adversário chato e que vem atrapalhando o City. Digo isso pelo ocorrido na temporada passada, quando eles nos venceram em casa e deixamos escapar a classificação para a Champions’ League. Mas claro que nos jogos contra Chelsea, Liverpool e Arsenal também são especiais.
ESQ. INT. – Deixe um recado para os nossos leitores:
JOÃO HUGO – Venham fazer parte do movimento Manchester City Brasil, seja através do nosso blog, do nosso Facebook, da nossa comunidade no Orkut ou nosso Twitter. O Manchester City será, nos próximos cinco anos, umas das maiores potências do futebol mundial. Hoje, é o clube que mais oferece jogadores na Seleção Inglesa. C’mon City!
Queria deixar claro que fazemos tudo isso sem fins-lucrativo, que temos contato direto com o Clube através de e-mail e que sem o apoio de todos da nossa equipe, nada, absolutamente nada, seria possível.
Além dos membros fundadores que foram citados acima, temos outros membros que foram e são muito importantes, e ajudam com matérias próprias. Nosso correspondente Evans Leão, que a partir dessa temporada irá twittar direto dos jogos em que estiver e, além disso, manda as notícias quentes para nós, quando possível. Carlos “Somália”, que consegue muitas informações ricas quanto ao lado corporativo do Manchester City, as categorias de base e detalhes sobre as competições que só ele sabe. Júnior Martins, que faz as nossas estatísticas de melhor jogador em campo, além de análises sucintas de estatísticas do Manchester City, e também o extraordinário trabalho com a “Lendas do City”, que é uma matéria especial sobre aqueles que marcaram história no clube.
Vai o alô pro pessoal da comunidade, que ajuda a enriquecer as informações através de debates: Pedro Henrique, Alexandre, João Victor e Carlos Júnior, além do nosso editor recém-promovido, Rafael.
Obrigado a todos por fazerem o Manchester City Brasil existir e ser reconhecido. Cheers!

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Contato: joaohugo@manchestercity.com.br

Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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