terça-feira , 23 Janeiro 2018
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Keira Walsh: a jovem de Rochdale que vive um sonho no Manchester City

Fonte: Manchester Evening News | Keira Walsh não pede muito deste 2018: os troféus da WSL, Copa da Inglaterra, Continental Cup e Champions League.

Manchester City construiu sua equipe em torno de alguns dos melhores jogadores da Inglaterra e além, com o reforço de Nadia Nadim, uma das líderes da seleção dinamarquesa.

Mas o clube também descobriu algumas joias mais perto de casa. Izzy Christiansen, nascido em Macclesfield, ganhou o “PFA Player of the Year” em 2016 e agora Walsh, de uma família de torcedores do City em Rochdale [noroeste da Inglaterra, na Grande Manchester], está ganhando destaque nos jogos.

Envolvida no futebol a partir do momento em que começou a chutar uma bola com seu pai, aos cinco anos, ela passou seis anos no Blackburn Rovers antes que sua mãe – com uma pequena ajuda de Nick Cushing – a convenceu a se mudar para o City há três anos. O plano era apresentar Walsh lentamente através do esquadrão de desenvolvimento (Women’s Development Team), mas só precisou de algumas sessões de treinamento para que recebesse sua primeira chance na equipe e começou, com 17 anos, no elenco que venceu o Arsenal na Continental Cup e ganhar o primeiro troféu desde a repaginação da equipe.

Ao Evening, Keira diz que “é difícil engolir esse sentimento de perdedores, porque agora todo mundo olha para o Manchester City que deseja ganhar tudo. Foi um sentimento realmente especial [ganhar a Conti Cup] com uma equipe que provavelmente não era como estamos agora em termos de entrosamento e competições. Para todos que ainda estão aqui que já faziam parte, é um momento muito especial para todos nós“.

O City começou de forma impressionante desde então e, assim, Walsh tem agora todas as honras domésticas em seu currículo e um lugar regular na equipe, apesar dos ferimentos no tornozelo. Considerado pelo treinador Cushing como a melhor jogadora da Spring Series no ano passado [campeonato de curta duração, que serviu como preparatório às atletas selecionadas para a Eurocopa], Walsh ganhou sua primeira convocação ao time principal da Inglaterra em novembro e fez sua estreia contra o Cazaquistão na frente de seus pais orgulhosos, que viajaram até Colchester.

Walsh em ação contra o Reading, pela WSL. Foto: Tom Flather/MCWFC

Como uma figura crescente em uma equipe crescente em um esporte crescente, Walsh pode apreciar seu papel em ajudar a manter a mudança, mesmo que sua assinatura ainda precise de trabalho. “Eu serei sincero, eu realmente não vi o futebol feminino crescer“, disse ela. Ainda confessa que seus jogadores favoritos são Shaun Goater e Nicolas Anelka. “Eu nunca pensei que seria possível ser uma [jogadora] profissional no Manchester City e ver a Copa do Mundo Feminina e as Euros estarem onde estão agora, especialmente com a cobertura da TV. O futebol feminino está em um bom lugar neste momento“.

Uma das responsabilidades de jogar para um time como o Manchester City é que você tem que inspirar as jovens, falar com os fãs após o jogo e sair [participar de diversas ações do clube] na comunidade porque, sem eles, não teríamos apoio e não estaríamos onde estamos agora. Você tem que apreciar os fãs porque eles nos apoiam. Eles vêm a todos os jogos, em casa ou fora, até mesmo na Liga dos Campeões e fazem a diferença quando você está no campo, então nós realmente apreciamos o apoio que eles fizeram.”

Keira ainda não está acostumada à fama e ao relacionamento enquanto atleta do City: “Quando você costumava jogar no Centro de Excelência com as meninas, as únicas pessoas que assistiam eram os pais e agora há pessoas que pedem meu autógrafo. Eu não diria que eu sou tímida, mas quando as pessoas pedem meu autógrafo ainda me surpreendo porque não estou acostumada a isso, enquanto algumas das garotas mais velhas estão fazendo isso há muito tempo.” E ainda brinca a respeito de sua assinatura. “[Minha assinatura] não é excelente! Eu acho que vou ter que trabalhar nisso, mas é um pouco surreal que as pessoas pedem autógrafos e selfies após o jogo“.

Walsh ainda pode chegar a um acordo com seu perfil fora do campo, mas não tem problemas com a definição de objetivos dentro dele. “A Liga dos Campeões é um grande desejo porque não ganhamos. A competição aumenta cada ano e nossa equipe está em um lugar melhor do que no ano passado. Mas Nick nos diz tudo o que precisamos para manter os troféus. Ganhar as ligas com frequência mostra que você está em uma ótima equipe, então eu acho que a Liga dos Campeões é o grande objetivo, além dos outros três troféus que nós mantemos em Manchester.” Ela encerra falando sobre sua convocação às Lionesses: “Agora eu estive envolvido [com a Inglaterra] pela primeira vez, e quero me envolver ainda mais e a única maneira de fazer isso é continuar jogando bem pelo City e continuar melhorando. Espero poder ser selecionada para as equipes [City e Seleção] no Ano Novo“.

Sobre Kamila Villarreal

Jornalista. Encontrou no Manchester City o que julgava ser impossível: ver mulheres jogando futebol. Fã da Jill Scott e editora-chefe da City Women no manchestercity.com.br.

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