segunda-feira , 29 maio 2017
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Lição não aprendida: como há 1 ano, City perde para o Barça no Etihad

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Parece que o Manchester City não aprendeu com o ocorrido nas oitavas de final da Champions 2013/14, e novamente saiu do Etihad com um péssimo resultado na primeira partida, tendo que buscar quase um milagre dentro do Camp Nou no próximo dia 18 de março, tendo que vencer marcando pelo menos dois gols para, no mínimo, levar o jogo para a prorrogação.

Semana passada clamávamos para que Pellegrini respeitasse o Barcelona, que vinha em ótimo momento, e colocasse, sem vergonha nenhuma, uma equipe mais defensiva, no popular, “jogando como time pequeno”, para assim não correr muitos riscos e tentar levar um bom resultado para a segunda partida. E não precisaria ir muito longe para tirar lições, bastava ver o jogo dos catalães no final de semana, quando o Málaga se fechou completamente e conseguiu segurar uma vitória de 1-0 na casa do adversário.

Além do teor do adversário, ainda teríamos a dificuldade de não contar com Yaya Touré, cumprido a última partida de sua suspensão, mas o chileno resolveu não abandonar seus princípios, e tentou atuar de igual para igual, segundo o próprio, procurando sufocar o Barcelona em seu campo de defesa. Sacou inexplicavelmente Fernandinho do time, colocando como dupla de volantes Fernando e Milner, e apostando em Dzeko, em alta depois da partida de sábado, como companheiro de Aguero no ataque.

Era um risco desnecessário, a equipe entrou em campo insegura, e não demorou para os muros começarem a ruírem, a primeira chance aconteceu depois de uma bola perdida por Fernando, em que Suarez chutou nas redes, mas pelo lado de fora, só que a segunda não desperdiçaria… Logo aos 16 minutos, Messi tentou cruzar para Suarez, Kompany parecia que tiraria tranquilamente à bola, mas, por algum motivo, se atrapalhou ao cabecear, fazendo com que a bola quicasse no chão e sobrasse limpa para o uruguaio finalizar, bobeada melhor que uma assistência proposital.

O gol logo no início colocou ainda mais fôlego no ânimo dos culés, que começaram a procurar matar a partida com rapidez. O City, em vez de acordar com o baque, continuou atordoado em campo. Aos 29 minutos, Messi costurou como quis em cima da marcação e tocou para Alba no lado esquerdo, que cruzou rasteiro na área tomada por uma multidão azul, só que isso não foi empecilho para Suarez aparecer no meio de todos e tocar tranquilamente para aumentar o placar, enquanto uma platéia citizen, dentro e fora de campo, apenas olhava a jogada.

Nesta hora começava-se a temer uma vergonha, e todos sonhavam para que o relógio corresse logo e anunciasse o fim do desastroso primeiro tempo, e como foi difícil esse tempo passar… Tivemos sorte por Hart destoar do restante, e operar alguns pequenos milagres que impediam a contagem de ir às alturas. O travessão também ajudou, em avanço de Daniel Alves, que talvez tenha tentado cruzar, mas viu a bola encobrir Hart e desviar no poste superior. Ainda tentamos uma finalização com Nasri, no finalzinho, defendida por Stegen, mas foi uma primeira etapa literalmente para esquecer.

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Não sabemos o que houve no intervalo entre técnico e jogadores, mas pode-se dizer que na segunda parte o City finalmente entrou em campo para as oitavas da Champions, e foi buscar o prejuízo acumulado do tempo anterior. As chances, escassas antes, começaram a aparecer, e o time finalmente viu a sua linha ofensiva produzir. Em escanteio, Dzeko cabeceou para fora. Aguero avançou bem entre a defesa e finalizou de fora, no canto esquerdo de Stegen, mas também errou o alvo.

Pellegrini também tentou consertar o que fez de errado na escalação inicial, colocando Fernandinho no lugar de Nasri, e também promovendo Bony, estreante na competição e em sua segunda partida pelo time, no lugar de Dzeko. E, para dar razão aos críticos, o brasileiro foi essencial na jogada que culminou na diminuição do placar adverso. Aos 23 minutos Fernandinho enxergou Silva na área, dando um passe longo para o espanhol, que ajeitou genialmente de calcanhar para Aguero, vindo de atrás. O argentino tirou de Piquet e fuzilou o gol catalão.

O gol, e principalmente a postura do City no segundo tempo, totalmente divergente do que víamos no primeiro, fez a todos sonharmos com um heróico empate na partida, o que já não seria nada mal para os contornos que se desenhavam, mas, e novamente como um espelho de um ano atrás, uma expulsão fez toda a esperança se dissipar como fumaça, esfriando as pretensões da equipe. Desta vez o algoz foi Clichy, que levou segundo amarelo após entrar com o pé alto em Daniel Alves.

Com a expulsão, o Barcelona se tranqüilizou um pouco, passando a administrar a partida, e, em alguns lances, tentou aumentar a vantagem. O City não teve escolha, se não, novamente, ter que se segurar para não sair com um resultado pior, para isto, Pellegrini tirou David Silva e colocou Sagna, reforçando o lado esquerdo aberto.

E foi por muito pouco… ou melhor, por Hart, que a vaca não ia pro brejo. Primeiro tirou uma bola de Messi desviada em Kompany com a ponta dos dedos. Mas foi nos acréscimos que o Barça teve a grande chance de fechar o caixão azul e deixar o time praticamente sem chances de classificação. Após bela triangulação entre Pedro e Messi, Zabaleta derrubou o compatriota na área, pênalti claro. Messi foi para a cobrança com a certeza do pior (para nós), mas Hart defendeu lindamente, e o rebote ainda sobrou para Lionel, com gol aberto este mandou de peixinho para fora. Após estas cenas sufocantes, o arbitro apitou o final da partida.

Pellegrini pagou por uma ousadia que não cabia, teve o mesmo erro de um ano atrás. Parece que o chileno não renuncia de nenhuma forma aos seus conceitos sobre futebol. É bonito muitas vezes, e dá certo em várias ocasiões, mas não quando temos a frente uma equipe de outro patamar, e este é o Barcelona. Em alguns momentos é preciso jogar feio, até ser vaiado, esperar aquela chance, ainda que seja apenas uma, mas vencer. Jogar contra o Newcastle e o Barcelona da mesma formanão parece muito inteligente, e tem cara de tática suicida.JS57735710

De bom, é que vamos para o Camp Nou com um resultado menos pior que o do ano passado, onde perdemos por 2 a 0 no Etihad. Agora podemos vencer por um gol de diferença, mas tendo que marcar no mínimo duas vezes para levar a prorrogação. Por fim, o pênalti defendido por Hart, que manteve o time no páreo, pode dar um novo ânimo para tentar o improvável…

Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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