segunda-feira , 19 Fevereiro 2018
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No apagar das luzes da WSL Spring Series, City vence, mas é vice

Neste sábado, o Manchester City entrou em campo pela última rodada da WSL Spring Series, vencendo o Liverpool, no Select Security Stadium, por 3×1, gols de Jill Scott, Mel Lawley e Megan Campbell. Caroline Weir descontou. Com os mesmos 16 pontos do líder Chelsea, o time precisava vencer e torcer pela derrota das Blues para levantar o caneco. O que seria simples, se não fosse a diferença absurda do saldo de gols (primeiro critério de desempate): 26 a 9 para o Chelsea.

Kosovare Asllani, Tessel Middag e Karen Bardsley não foram relacionadas, portanto Nick Cushing mandou a campo o seguinte time: Hourihan; Bronze, Stokes, Houghton (c), Beattie; Scott, Walsh, Lloyd, Stanway, Lawley, Duggan.

Banco: Roebuck, Christiansen, Ross, Parris, Toone, Campbell, McManus.

A vitória era essencial, mas Cushing foi realista, seriam necessários muitos gols para bater o Chelsea, que está numa excelente fase. E isso refletiu em campo, com 10 minutos, o Liverpool criou sua primeira jogada, com Weir, que chutou fraco, facilitando a defesa de Marie Hourihan. A nosso favor, Georgia Stanway, em jogada individual, testou a goleira Chamberlain, que estava bem posicionada e evitou o gol.

Só aos 30 minutos o placar seria inaugurado, com Toni Duggan cobrando escanteio, Jen Beattie cabeceou e a bola sobrou para a incansável Scott desviar da goleira e abrir o placar. Lawley ampliaria aos 48, na entrada da área, num corte perfeito e um chute brilhante, mandando a bola onde a coruja dorme.

Num jogo fraco, o segundo tempo também não foi diferente: poucas oportunidades de gol para os dois lados. Mas Meg Campbell, numa linda cobrança de falta, mandou direto pro gol. Ainda daria tempo para Nikita Parris quase marcar um quarto e Weir diminuir o placar nos acréscimos.

3×1 no Select Security Stadium, o título ficou para o Chelsea e a temporada 2016 do futebol feminino inglês acabou. As atenções agora se voltam para a Euro feminina, no mês que vem, na Holanda. Em campo, poderemos ver várias atletas do City. Mark Sampson já chamou suas 23 Lionesses que disputarão a competição, e o City será representado com oito atletas, confira aqui as convocadas. Ainda poderemos ver Asllani jogando pela Suécia (forte chance de ser convocada), Tessel Middag pela Holanda (chance considerável), Jen Beattie e Jane Ross (forte chance).

Além disso, hoje foi a última partida de Carli Lloyd pelo clube. Seu contrato chegou ao fim e ela voltará para os EUA, para disputar a NWSL com o Houston Dash. Ela foi a primeira não-europeia, a primeira campeã mundial e campeã olímpica a vestir a camisa do City. Enquanto esteve em Manchester, honrou as cores e a camisa, dedicando-se e trazendo gols e alegrias nos jogos. Lloyd não marcou na WSL Spring Series, mas foi fundamental na caminhada do City na Champions League, com gols e passes importantes.

Assim como Lloyd está voltando para casa, o City também promoveu mais uma atleta: a atacante Ella Toone, das categorias de base e da Inglaterra sub-17. Ela jogou os últimos dois jogos, sempre entrando nos minutos finais. Por fim, a Spring Series acabou e a WSL volta só em setembro e, aí sim, o Manchester City lutará para revalidar seu título. Lembrando que a Spring Series foi um torneio criado para manter as jogadoras na ativa, já que o calendário foi mudado para setembro, assim como na Premier League.

A cereja do bolo dessa temporada brilhante do Manchester City foram as presenças de Lucy Bronze e Jill Scott na lista do Time da Temporada da Champions Feminina. O que o futuro reserva para as mulheres do lado azul de Manchester?

Sobre Kamila Villarreal

Jornalista. Encontrou no Manchester City o que julgava ser impossível: ver mulheres jogando futebol. Fã da Jill Scott e editora-chefe da City Women no manchestercity.com.br.

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