quinta-feira , 17 agosto 2017
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O derby de sempre

 
Muitas coisas acontecem de forma bem similar, mas acabam com finais diversos. O derby de ontem foi um retrato do que tem sido o clássico nos últimos anos, resultados apertados, emoção, reações e viradas dramáticas nos minutos finais, jogo quente, injustiças, medo… A exceção, claro, se aplica ao passeio de 6 a 1 da temporada passada, uma doce exceção que talvez nunca se repita em sua totalidade.
Um enredo que nos faz adquirir ainda mais paixão pelo jogo, e clamarmos pela próxima oportunidade, pela revanche, pela chacota, pela vitória. Coisas típicas de clássicos. Assim como na histórica 36ª rodada da temporada passada, sir Alex Ferguson e sua arrogância sabiam o que iriam enfrentar, o monstro que estaria a sua frente, apesar de obviamente não admitir.
Um time que estava invicto há dois anos em casa, marca mais que respeitável, um time que, apesar de não apresentar um futebol convincente, e ter acabado de ser incrivelmente eliminado mais uma vez na primeira fase da Champions League, teimava em estar lá, vencer seus jogos caseiros e disputar ponto a ponto aquela liderança, na cola, sem dar sossego aos maiores rivais.
O mesmo Ferguson que um dia declarou que não veria o City grande em sua vida, teria que admitir mais uma vez que entraria para conter o time azul, porque estava duelando, nada mais, nada menos, com alguém que busca o bicampeonato, com os campeões (para desgosto de uns tantos). Ele teria de nos respeitar, e assim o fez…
O lendário escocês fez o mesmo que meses atrás, colocou seu time como qualquer pequeno que vem ao Etihad, acuado, esperando os donos da casa virem para cima, e procurando uma oportunidade, única que seja, para tentar fazer um estrago nas estruturas do time, ou pelo menos que os noventa minutos corram, a fim de determinar o empate. As chances de eles obterem sucesso nessa estratégia são bem maiores do que um time pequeno, pela evidente superioridade de qualidade ao seu lado, e nisso requer, primordialmente, e em meio ao entusiasmo de ser avassalador e manter o antes todo-poderoso Manchester United preso em sua defesa, muita atenção da parte defensiva, e isto foi o que faltou.
Ao contrário de 2011/12, quando tínhamos uma elogiada e quase intransponível barreira a frente do gol, que não permitiu um sequer chute dos diabos, e ainda contribuiu com o gol que nos deu a vitória, desta vez, as falhas ficaram mais constantes, os gols tomados também, os defensores não estão se mostrando os mesmos. O City começou com tudo, como não poderia deixar de ser, mas dois ataques bem encaixados abriram uma vantagem mentirosa, que desestabilizou o time completamente, e, felizmente, o intervalo veio.
A postura da volta lembrou outro derby da última temporada, o que fomos eliminados na estreia da FA Cup, depois de sermos surrupiados pelo árbitro em uma expulsão completamente injusta de Kompany, no segundo tempo mostramos garra de campeão, com uma reação linda e emocionante. Naquela vez infelizmente não deu, fomos para os vestiários com 3 x 0 as costas, conseguimos dois, agora era mais fácil, apenas dois contra, quase nada para o time das viradas. Bastava apenas uma grande mexida de Mancini com os brios da galera.
Segunda etapa de muita pressão, e com a força de vontade de sempre, o empate veio. Yaya e Zabaleta. Pena que, como nenhum jogo é igual, só parecido, veio um balde de água-fria no final. Erro de Clichy, Tevez obrigado a fazer uma falta que seria desnecessária, erro na formação da barreira, e gol do maldito Robin van Persie.
Clássico é assim, não é necessário pregar o apocalipse. Na última Premier League eles perderam dois, foram humilhados em um deles, mesmo assim estavam para brigar até a última rodada, o último minuto. Ninguém precisa morrer ou finalizar o campeonato já agora, tem muita estrada e bastante briga pela frente. Não acabou.
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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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