sábado , 16 dezembro 2017
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O que esperar para 2014?

 
Chegamos ao fim de mais um ano, como passa rápido o tempo! Em maio já vai acontecer o segundo aniversário daquela conquista épica que nos colocou no hall dos grandes clubes ingleses da atualidade, impondo aos outros respeito e a mostra que estávamos em um projeto sério, de longo prazo e disposto a render frutos, e não uma brincadeira destinada a dar errado e prejudicar o clube. A fase das dúvidas passou, e hoje só olhamos a frente, visando os próximos objetivos desta caminhada gloriosa.
 
Em um ano em que só se pensa em Copa do Mundo, tanto com relação a jogadores, sonhando carimbar convocações para o torneio, ou seja, querendo comer a bola neste primeiro semestre, e ao mesmo tempo preocupados em passar longe de contusões, que a partir de agora podem ser fatais para a participação no torneio, como também para torcedores, vivendo a expectativa pela chegada do meio do ano. Mas até lá o mundo gira e a vida vive, ou seja, existem outras obrigações a serem cumpridas.
 
A temporada começou diferente para a Premier League, prometendo, e, efetivamente efetuando mudanças na ordem natural vigente há algum tempo na Terra da Rainha. As alterações de comando em Chelsea, City e United, considerados maiores favoritos ao título, estando alguns passos a frente dos demais, os colocaram em uma inédita situação de incerteza, principalmente em relação aos diabos, que há muito tempo não passavam por isto, e ao qual usariam o começo do torneio para se ajustarem aos princípios dos novos comandantes, o que certamente causaria percalços pelo caminho. Havia ainda a expectativa pelo Tottenham, turbinado com os euros madrileños devido à venda de Bale.
 
Não deu outra, os três tiveram seus tropeços, o que abriu margem para surpresas, e fez desta competição a mais disputada em muitos anos: quem imaginaria a virada de ano com o já muito desacreditado Arsenal na liderança? Com Liverpool e Everton embolando tudo? Acho que quase ninguém… Para nós tudo começou caótico com as horríveis partidas fora de casa, perdas de ponto para equipes como Aston Villa, Sunderland e Cardiff até hoje fazem falta para o que seria uma liderança tranquila nos dias atuais. Na Champions ainda tivemos a derrota para o Bayern, única perda de pontos em casa na temporada, e que nos fez ter um pouco de calafrios e lembrarmos das melancólicas eliminações nas temporadas anteriores.
 
Felizmente o ano se encerra em um momento bem diferente, com a equipe na melhor das formas: na total briga pelo título da Premier, ao qual somos um trator sem freio em casa, vencendo todas as partidas até aqui, com direito a goleadas sobre Tottenham (6-0), United (4-1) e Arsenal (6-3), e, aos poucos, voltamos a ter resultados fora dos nossos domínios, embora ainda com algumas doses de sofrimento. Na Champions finalmente nos livramos do carma, e passamos da maldita primeira fase, ainda que em segundo, mas terminamos com moral, com a melhor campanha da história para um segundo colocado de grupo, e devolvendo a derrota em casa para o Bayern com um grande triunfo na Allianz (2-3). Para completar a cereja do bolo, ainda nos encontramos nas semifinais da Capital One Cup (antiga Carling), onde enfrentamos os Hammers neste início de janeiro. É uma copa que normalmente não vale muita coisa, mas a expectativa de um derby na final aumenta e muito sua importância, além de um título ser sempre bom, até visando dar um gás para a disputa das demais competições.
 
Sob estas boas perspectivas começamos 2014. A grande preocupação ainda é a defesa, e acredito que, mais que nunca, temos de contratar um zagueiro BOM e pronto para ser titular. Demichelis e Lescott definitivamente não passam confiança, falham demais, até acho que o argentino está jogando bem mais do que era previsto, justamente pela falta de opções. Nastasic sofreu com contusões, e ainda não recuperou a forma da temporada passada, anda muito sonolento como se pode ver nas disputas perdidas durante a última partida, contra o Crystal Palace. Em suma, precisamos urgentemente de um companheiro para Kompany, do contrário a coisa vai ser difícil…
 
Felizmente as dúvidas no gol estão se dissipando, Hart voltou, ganhou confiança e vem nos salvando como nos velhos tempos. Uma preocupação a menos… De restante, penso que as contratações, se existirem, devem ser pontuais, mais visando compor elenco do que nomes caros.
 
Nos piores momentos da temporada, com uma variação de atuações abissal entre jogos em casa e fora, cheguei a pensar que Pellegrini era um bom treinador, mas apenas para copas, torneios curtos e eliminatórios. Fui precipitado no julgamento, mas o fato é que a irregularidade tem nos custado até hoje. Estas diferenças diminuíram bastante, e os resultados começaram a aparecer, mas ainda há o que melhorar. O time, fora dos seus domínios, ainda tem panes que culminam na entrega rápida de resultados positivos, tomando sufoco de equipes fracas, contra o Fulham também foi assim, mas, ao contrário dos primeiro jogos, corremos atrás e recuperamos a vantagem. Não pode ser assim sempre, claro que não se pode cobrar da equipe os mesmo padrão de jogo que o de seus domínios, não tem como, mas temos que ser mais consistentes nestas partidas “enjoadas”, evitando a sonolência habitual de alguns momentos. O importante é que, mesmo não jogando tão bem, tragamos o resultado para casa, o que parece que está começando a acontecer.
 
É bom dizer que a Champions não é obrigação ainda, e que se formos eliminados agora nesta fase não vai ser surpresa e o time não merece ser apedrejado, pelo simples fato do nível da equipe que vamos enfrentar. Mas algo é certo: os catalães também tem que nos temer, não só pelo futebol grande que eles sabem que estamos jogando, mas também porque os mesmos não são como eram antigamente. O jogo do Barça não flui leve como antes, e as goleadas espetaculares rarearam. Parece que os adversários, assim como vem acontecendo com a Seleção Espanhola, aprenderam os macetes do seu jogo e se prepararam para anulá-lo, e ainda há a temporada abaixo do esperado de Messi. Nem mesmo na fraca Liga Espanhola os resultados tem sido tão fáceis, logo, diante de um adversário de nível, concluímos que o confronto vai ser parelho, e desta vez temos no nosso banco um treinador que teima em superar expectativas e ir longe neste tipo de competição. Tanto em relação ao duelo, como a competição, temos que ter o pé no chão e estar cientes das dificuldades, mas ao mesmo tempo digo, porque não sonhar?
 
A Premier sim, mais uma conquista desta será importantíssimo, e nos firma de vez no cenário nacional. Sinto que ela está muito pendente para o nosso lado, depende apenas da nossa competência para fazer por merecer. Dos três já citados como favoritos, o City foi quem mais rápido superou os sobressaltos, e, principalmente, quem vem convencendo dentro de campo, principalmente pela máquina assustadora dentro do Etihad. Resta saber se equipes como o líder Arsenal vão resistir até o final, pessoalmente não acredito, a não ser que Wenger mude sua política de muito tempo, e dê uma boa reforçada na equipe, mas para isto temos que aguardar as definições do próximo mês. A primeira prova de fogo foi esta maratona de fim de ano, e por enquanto estamos saindo dela bem, a outra será o fim da janela de transferências de janeiro, onde efetivamente vamos saber quem vai aguentar o tranco e se manter na briga até o final. Então, que o City seja eficiente nela e não fique para trás.
 
Como possíveis cerejas do bolo existem a Capital One Cup e a FA Cup. Na primeira estamos pertinho do triunfo, que com grande possibilidade deste ser justamente contra o United, a primeira partida da semifinal contra o West Ham já acontece no próximo dia 08. A segunda tem seu início para nós já no próximo final de semana, nosso adversário é o tradicional Blackburn, fora de casa.
 
Nosso ano começa com uma pedreira logo no dia primeiro, enfrentando o Swansea no País de Gales. As recordações não são boas, e não é necessário dizer o quanto o jogo é importante e a vitória é necessária. É a verdadeira prova que o pesadelo das viagens para fora de Manchester acabou.
 
Que o dia 11 de maio de 2014, praticamente dois anos depois da ocorrência de uma data inesquecível para todos os citizens seja o marco de mais um grande momento para esta equipe. Que venha o ano novo!
 
Júnior Martins
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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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