terça-feira , 25 julho 2017
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O que nos resta a lutar

zabaleta

Estamos chegando ao fim do mês de abril, o que, para nossa extrema tristeza, sabemos que significa que também está caminhando para o seu desenrolar a overdose da temporada do futebol europeu. Para quem gosta, é chorar mesmo, uma vez que teremos que nos contentar com mais de dois meses sem ver a decência de um jogo oficial pelos gramados do velho continente. Para quem curte ou tem paciência de acompanhar os torneios e amistosos de pré-temporada, a agonia termina um pouco antes, mas para outros, como eu, que não, só no começo de agosto mesmo.

Esta época também tem outro significado: surge o momento de colocar a caixola para funcionar, e verificar sobre quem vai sair de 2014/15 comemorando (poucos), quem vai lamentar (muitos), e quem não vai estar nem aí (alguns). Algumas conclusões já temos há algum tempo, outras vão poder ser formuladas assim que os campeonatos efetivamente se definirem. Também temos, ainda, que fazer as contas sobre o que deve ser concretizado nos jogos finais em relação a quem ainda luta por alguma coisa neste mundão de meu Deus.

No caso do City, já está claro que a temporada se encerrará sem a existência de muita coisa a se comemorar. 2013/14 foi quase perfeita, onde conseguimos dois títulos e quebramos o estigma de cair na fase de grupos da Champions, com Pellegrini surpreendendo a todos em sua estréia em terras inglesas, e a equipe mostrando bom futebol. De agosto para cá, porém, o futebol em sua essência ficou um pouco de lado, e o desempenho foi claramente inferior, tantos nos aspectos mais gerais, com os mais específicos possíveis.

Em termos brutos e diretos, fomos piores que a temporada passada em praticamente tudo que disputamos. Na Premier, de um campeonato conquistado, vamos sair, com sorte, com o vice, estando a quilômetros de distância do Chelsea. Mas nem isso está garantido, com a disputa acirrada, junto a Arsenal e United, o que pode resultar em uma quarta colocação, a pior desde 2010.

Por algum tempo, o inglesão foi a exceção em uma temporada turbulenta e decepcionante, pois até o começo de janeiro, apesar de algumas dificuldades, conseguimos acompanhar os londrinos na briga pela ponta, o que seria algo digno para alguém que defenda a coroa, ainda que saia derrotado no gran finale, mas aí os problemas se acentuaram, Pellegrini começou a se perder e… o resto vocês já sabem…

O outro título do ano passado foi a Carling Cup, a quem alguns dão pouca importância, mas o que importa mesmo é saber acabamos perdendo a chance de defendê-lo ainda na quarta rodada, em uma derrota por 2 a 0 para o Newcastle, em casa. Na FA Cup de 2013/14 chegamos as quartas de final, quando caímos inexplicavelmente para o Wigan, no Etihad. Este ano, nossa derrocada se deu logo na fase 1/16, com nova derrota em casa por 2 a 0, desta vez para o Middlesbrough.

A exceção acabou sendo a Champions, mas não há muito o que se comemorar: não fomos para frente, nem para trás. Novamente nas oitavas de final tivemos a ingrata missão de cruzar com o Barcelona, e novamente não conseguimos sequer fazer algum fogo na partida e ter alguma chance de ir adiante. Mas mesmo nessa, em que saímos na mesma fase do ano anterior, não tivemos desempenho igual, pois se em 2013/14 avançamos com tranqüilidade, quase até mesmo roubando o primeiro lugar no grupo do Bayern, desta vez nos classificamos com altas doses de adrenalina, tendo uma campanha insossa, que quase nos tirou ainda nos grupos.

O que nos resta então são os jogos finais da Premier, e o desafio de terminar com dignidade. Acima de tudo a missão é evitar o quarto lugar, uma ameaça real, e assim ter que jogar a malfadada e desnecessária “pré-Champions League”. Neste momento estamos em segundo, mas tecnicamente em terceiro, uma vez que o Arsenal tem uma partida a menos. Estamos em empatados em pontuação com os Gooners (67), e com dois pontos a mais que o United. A tabela final das três equipes é a seguinte:

MAN CITY

ARSENAL MAN UTD

Tottenham (F)

Hull (F) WBA (C)

QPR (C)

Swansea (C) C. Palace (F)
Swansea (F) Man Utd (F)

Arsenal (C)

Southampton (C) Sunderland (C)

Hull (F)

WBA (C)

Não temos a melhor das tabelas para alcançar nosso objetivo. Há um único jogo teoricamente fácil, contra o QPR em casa. Na última rodada temos o bom Southampton para decidir nosso destino, embora seja no Etihad, onde obviamente existe a obrigação de vitória. As duas partidas fora de casa são bem salgadas, contra os Spurs, já no próximo domingo, e o Swansea, que faz ótima campanha novamente. Se já não bastassem os adversários complicados, ainda carregamos o retrospecto de ter perdido as últimas quatro partidas longe dos nossos domínios, o que joga mais fogo na coisa e não é definitivamente animador.

O Arsenal, como dito, tem uma partida a menos, e jogos teoricamente tranqüilos, a exceção do confronto direto com o United, e é justamente neste confronto que devemos focar, principalmente torcendo por um empatezinho que trace pontos dos dois. Os diabos tem esta partida, que pelo menos é em casa, e uma visita ao inferno de Selhurst Park, como maiores chances de perda de pontuação.

No final, a mensagem é bem clara: devemos conseguir pelo menos 10 pontos nos últimos 12 para se livrar sem medo do risco de pré-Champions, do contrário, pode ser que a vaca vá para o brejo, a depender dos demais resultados. Felizmente, não há mais risco real da vaca ir realmente para o brejo, pois diante de tanta irregularidade, cheguei a temer que ficássemos fora da UCL, algo completamente impensável para todos.

Cumprida a missão, aí sim podemos começar a discutir sobre os ídolos que sairão, quem chegará, e qual o futuro de Manuel Pellegrini. Até lá, foco nos quilômetros finais da estrada.

Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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