domingo , 17 dezembro 2017
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Para onde nos levam os ventos da temporada

Estamos chegando à reta final da Liga Inglesa mais emocionante dos últimos anos. São três times disputando ponto a ponto a taça: um Liverpool comendo a bola e encantando com Luis Suárez jogando absurdamente; um Chelsea do imprevisível Mourinho, que já teve a liderança nas mãos, mas ficou em situação difícil após tropeços inesperados; E o City, que já encantou, caiu um pouco, voltou a atuar bem e tem dois jogos a menos que os demais, sendo o líder por pontos perdidos.
 
Hoje a classificação é esta:
 
 
O City tem uma vantagem virtual de dois pontos sobre os Reds, e quatro sobre os Blues e a questão que mais pesa agora, no caso, são os confrontos restantes das equipes:
 
Considerando este fator, vemos que a vantagem do City é teórica, mas a do Liverpool é real. Olhando friamente apenas pelo teor dos adversários, cada um tem dois confrontos difíceis e o restante onde é obrigação vencer, já o Chelsea tem um difícil e quatro de teor mais tranqüilo. A diferença é que o time vermelho tem estas duas partidas cruciais contra seus adversários diretos em casa, uma colher de sopa inestimável dada pela tabela, enquanto o City vai fazer duas visitas a Liverpool, contra o homônimo e o Everton, este segundo talvez ainda brigando por Champions League, e ambas não guardam recordações muito boas no histórico.
 
 
O confronto, no geral, é muito desfavorável, o Liverpool venceu quase 50% das partidas. Em Anfield o nosso último triunfo ocorreu há 11 anos atrás, 2-1 pela Premier 2002/03. Na “era rica” isto não aconteceu, mas a parte boa é que dos últimos cinco confrontos ocorreram quatro empates, que é um resultado que nos interessaria.
 
Imaginando que os times venceriam todos os seus confrontos mais fáceis, e ficariam abertos apenas os espinhosos, temos vários cenários de finalização. No caso de vencermos e quebrarmos o tabu, nossa vantagem teórica vai a cinco pontos, e ficamos em uma situação confortável de até poder perder no Goodison Park. Em caso de empate, também um bom resultado, podemos, com uma vitória sobre o Everton, também caminhar tranquilamente, sem depender de ninguém, até o título.
 
Em um cenário de empate nas duas partidas em Liverpool, algo com fortes chances de acontecer, a situação fica curiosa, pois provavelmente vamos decidir no saldo com um dos dois adversários, a semelhança de 2011/12, o que irá depender do confronto entre Liverpool e Chelsea, onde terminaríamos empatados em pontos com o vencedor dele. Contra o Chelsea a parada seria mais tranqüila, mas contra o Liverpool seria um Deus no acuda até o final, já que hoje nossa vantagem é só de cinco gols, então nosso ataque teria que funcionar contra os pequenos.
 
Claro, um empatezinho entre os dois outros postulantes em Anfield nos ajudaria a não depender de saldo no cenário anterior, mas, principalmente jogaríamos nossas fichas na mentalidade inigualável de José Mourinho no caso de uma derrota domingo, pois se o português não arrancar pelo menos um empate o caminho ficaria livre para os vermelhos encerrarem a fila, e ainda, claro, teríamos a terrível missão de obrigatoriamente vencer os Toffees em seus domínios. Ou seja, os gols perdidos que não mataram o confronto contra o Arsenal fazeriam falta.
 
Nestas previsões, é bom torcer antecipadamente por duas coisas: um Chelsea vivo na briga por pelo menos as próximas três rodadas, e um Everton chegando em zona de conforto na nossa partida, garantido na Europa League e fora da briga pela Champions.
 
Manchester City
Liverpool
2-0 Hull City
2-1 West Ham
5-0 Fulham
4-0 Tottenham
3-0 United
2-1 Sunderland
1-1 Arsenal
6-3 Cardiff
4-1 Southampton
3-0 United

Pensando nos antecedentes de domingo, vemos dois times vindos de boa seqüência. O diferencial deles sem dúvidas é o ataque, posto que o City já teve, mas foi superado. Ter os dois principais artilheiros da difícil Premier League não é para qualquer um, são 49 gols da dupla Suarez-Sturridge, mais que a maioria dos times da competição, no total impressionantes 90. Não há palavras para o que o uruguaio está jogando, o que ele faz a diferença para a equipe, para o que vos escreve este post é atualmente o melhor do mundo, sem medo das retaliações de Lionetes e Ronaldetes. Muitos citizens torceram para que voltasse aos velhos tempos e arrumasse um vermelhinho na última partida, mas parece que amadureceu até em mentalidade, parando de desperdiçar seu talento.
 
No meio-campo e defesa está nosso diferencial. O meio deles é bom, mas não se compara ao do City. Yaya está cada vez mais monstro, não fosse a existência de Suarez seria o melhor da temporada inglesa, e merecendo estar no top-5 do mundo. Tem 18 gols nesta Premier, sendo o terceiro artilheiro, nada mal para um meio-campo que já foi primeiro volante um dia. Silva também tem sido decisivo nas últimas rodadas, um show de assistências e gols, faz uma temporada no nível daquela que nos garantiu o título. Temos ainda Nasri no melhor desde que chegou e Fernandinho encantando a todos em sua liga de estréia.
 
Por fim, há a defesa. A nossa já foi bastante criticada, mas evoluiu, tomou apenas dois gols nas últimas cinco partidas, até o tão perseguido Demichelis vem jogando bem. No geral tomamos 11 gols a menos que o Liverpool, que em vários jogos viu seu ataque resolver o que a defesa não garantiu lá atrás. É um ponto que deve ser explorado.
 
Depois da eliminação na Champions e FA Cup o City joga todas as suas fichas nesta Premier, querendo dar algo mais a temporada do que uma simples Carling. Tem uma vantagem teórica, mas que depende principalmente de um confronto direto dificílimo fora de seus domínios. Enfrenta um time desesperado para encerrar uma fila de 24 anos, com uma torcida fanática e arrepiante fazendo pressão, e que arrogantemente já se sente campeã. O terreno é mais que montanhoso, mas você que é citizen pode responder bem, o que vem fácil para nós?
 
Júnior Martins
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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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