domingo , 20 agosto 2017
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Qual o próximo passo do Manchester City?

 

Desde a chegada de Ferran Soriano e Txiki Berigistain do Manchester City, os dois receberam carta branca do Sheikh Mansour para reformular a equipe.

Mudanças vem acontecendo dentro do clube. Ontem Jim Cassell, o homem que levou o City a ganhar a FA Youth Cup em 2008, foi demitido. Jim era muito querido na equipe e foi responsável por revelar jogadores como Shaun Wright-Phillips, Stephen Ireland, Daniel Sturridge, Michael Johnson, Micah Richards e Nedum Onuoha. Também foram desligado dos seus cargos Adam Sadler e Pete Lowe, todos da academia do City.
Mas a mudança mas drástica foi a demissão de Roberto Mancini. Havia mais de 6 meses que o clube planejava essa mudança, título Premier League ou FA Cup não iam segurar o treinador no elenco, pelas palavras do clube eles não consideram Mancini o homem ideal para o cargo.
Com United e Chelsea a partir da próxima temporada com novos treinadores, alguns dirão que o City poderia ter pulado a fila e tirado vantagem com uma equipe já estabilizada e com filosofia de jogo já adquiridas. Em vez disso, eles optaram por seguir pelo mesmo caminho da mudança.
David Moyes é um bom treinador, fez um trabalho excelente no Everton mesmo sem grana, mas é uma aposta do United, pois não tem a experiência de trabalhar num clube onde há grande pressão por títulos.
Da mesma forma, Manuel Pellegrini – que não foi confirmado oficialmente, mas será o novo técnico – o chileno também será uma aposta do City, e aposta pode pagar dividendos ou não.
Toda a situação da demissão de Mancini foi coordenada erradamente, da forma que agiram com o treinador, deixaram os torcedores aflitos, vazaram informações que ele ia ser demitido antes de uma final, e assim abalaram a equipe e fizeram que os jogadores entrassem em campo sem nada a lutar.
Um exemplo que a partida contra o Wigan foi atípica é que ganhamos do Reading jogando uma das melhores partidas da temporada, com 30 chutes ao gol, com movimentação e garra. A resposta está bem na nossa frente.
Mas nada disso importa agora, estamos chateados, é verdade, mas é bola para frente porque somos o City e precisamos apoiar o novo treinador quem quer que seja ele.
Já conhecia o Pellegrini, mas desde sexta-feira tentei buscar mais informações sobre a maneira do chileno trabalhar.

 

Manuel Pellegrini – conhecido como o engenheiro – acredita que o trabalho do técnico se resume na semana (o que é verdade), para ele na hora da partida são os jogadores que resolvem, a influência do treinador é de apenas 5%, os outros 95% é dos atletas.
Pellegrini, sempre, sem hesitação, gosta de uma sólida linha de quatro defensores, com dois volantes cujo trabalho é simples e eficaz, criar a plataforma para os da frente, com dois meias armadores e dois atacantes, ou 3 jogadores no meio e um atacante solitário, mas sempre com um meia armador atrás do atacante.
Pellegrini acredita que jogos são ganhos antes mesmo do pontapé inicial.
“Eu gosto que os jogadores joguem da mesma maneira que treinamos durante toda a semana.”
“Você tem que passar a maior parte do tempo tentando melhorar a forma como jogamos e minimizando os erros.”
“Apenas 10% do tempo é sobre a tática do adversário, não é apenas teoria, mas mais sobre a inteligência que você tem que mostrar em campo Temos que ter a inteligência para procurar as respostas dentro do jogo. Que variações  vamos escolher.”
“O que importa é que eles assumem a mentalidade de um grande clube e jogar de uma forma que responda ao adversário, mas com confiança em nosso próprio futebol.”
“Na realidade, o treinador é a pessoa mais importante no clube durante a semana”, acrescentou. “No treinamento, o treinador é de 95% e os jogadores os outros 5%.”
“Uma vez que o jogo começa, é o contrário. Influência do treinador é muito limitada. Ele pode mudar as coisas, fazer sugestões, mas a sua influência real é mínima. Ali dentro depende dos jogadores. É por isso que o trabalho tem que ser feito nos treinos.”
Pellegrini sempre teve paixão por um meia armador fixo, foi assim com o Riquelme no Villarreal, Santi Carzola e Isco no Malaga.
Aliás o Isco foi um pedido do Pellegrini ao Txiki, e o espanhol pode estar de malas prontas para deixar o Malaga.
Até com a chegada de Pellegrini o suposto interesse do City no Fernandinho ganha mais sentido. O treinador deseja uma dupla de volantes que ajudem os meias na armação, e que possam dar uma opção também nos lançamentos diretos, e o brasileiro tem essa especialidade.
Manuel se encaixa perfeitamente na nova filosofia que Txiki e Soriano estão implantando no City, e praticamente isso que eles esperam do treinador.
Mas Pellegrini sabe que terá um trabalho árduo. Vai ter que conquistar e tirar a desconfiança dos torcedores que ainda não o vêem como um grande treinador para levar a equipe ao sucesso.
Champions League será outro grande desafio, o City com certeza cairá em outro grupo da morte e outra não classificação seria um desastre para o clube.
Pellegrini terá que lidar com a mídia inglesa, que na maioria das vezes é ríspida e as vezes “xenófobica” em relação aos técnicos estrangeiros.
E o mais importante de tudo, essencialmente, ele terá que ter uma “necessidade de desenvolver uma abordagem holística para todos os aspectos do futebol no clube”- esse foi o termo usado na declaração do clube na demissão do Mancini.
Isso quer dizer que o clube deseja um treinador que seja subordinado ao Diretor de Futebol Txiki Begiristain e o CEO Ferran Soriano. Manuel Pellegrini não terá autoridade em nenhum aspecto da equipe, nem no departamento médico, diferente da era Mancini onde o italiano trouxe a sua equipe.
Agora é apenas aguardar o anúncio oficial da chegada do novo comandante, seja ele Pellegrini ou qualquer outro. Que esse novo caminho que o clube está tomando também seja recheado de alegrias.
O Manchester City não é feito de troféus e sim do Manchester City, então temos que sempre estar apoiando a equipe, nas vitórias e principalmente nas derrotas.
Por 3 anos defendemos o Roberto Mancini, porque ele era o nosso treinador. Sabemos que em algum tempo teremos o #FORAPELLEGRINI, mas defenderemos o chileno com a mesma paixão porque: “CITY TILL WE DIE”
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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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