segunda-feira , 24 julho 2017
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Retratos de mais uma eliminação precoce


Caímos mais uma vez na primeira fase. Parece inacreditável pensar que aconteceu novamente, da primeira vez, existiram vários atenuantes que nos fizeram quase entender a eliminação: grupo difícil, primeira vez na Champions, falta de tarimba, experiência, ver que nossa campanha não foi ruim, e que em qualquer outro grupo teríamos classificado. Tudo bem, entendemos.

Parte-se para o próximo ano, e… Foi pior! Em cinco partidas, nenhuma vitória, eliminação precoce, antes da última rodada, festival de decepções e erros, e mais um fim trágico. A equipe que adentrou no gramado do Santiago Bernabéu no último 18 de setembro era mais calejada, já havia saído o peso da estreia do clube, era uma base fortíssima ainda mais reforçada pontualmente com experiência, e o principal: campeã da liga mais forte do mundo.


Ninguém imaginaria que iria terminar assim. Tudo bem, demos azar novamente no sorteio, e é muito azar cair duas vezes seguidas em grupos da morte, coisas de City mesmo. Qualquer timinho medíocre por aí pega babas e consegue passar facilmente, mesmo sabendo que nunca vão ganhar nada.

Não era pensamento o título desta Champions, apesar de saber que temos um time com possibilidade de vencer a competição. Como já afirmei anteriormente, este não é o tipo de competição que se ganha de cara, há não ser que você tenha disparado o melhor time do mundo, e não temos o melhor time do mundo. Então, salvo surpresas, envolvem-se outros fatores que se pega em um processo no decorrer dos anos, com a experiência, e você de certa forma aprende a jogar, vide o Chelsea, que quando teve seus melhores esquadrões não conseguiu ganhar.

Mas nem por isso se admitia, na minha visão, e a depender da equipe a ser confrontada nas oitavas, pelos menos as quartas de final. No mínimo, no mínimo, passar da primeira fase, isso era obrigação sem dúvida nenhuma. Grupo complicado, mas só podemos nos dizer inferiores ao Real Madrid, o Borussia é muito bom, perigoso, mas no papel somos superiores. E o Ajax, esse, com todo o respeito a sua tradição, deveria ter sido surrado nas duas partidas, pois seria o fiel da balança. Doce ilusão…

Até parecia que seria diferente, promissor, pela estreia. No jogo mais complicado, estávamos segurando a pressão do Madrid em seus domínios, e os vencendo por 2-1 até mais de 40 do segundo tempo, lindo de se ver. Duas vaciladas idiotas custaram a espetacular vitória, de dar raiva, mas admissível, apesar que poderia ser um presságio das decepções seguintes.

Da segunda rodada em diante as coisas começaram a desandar, o empate em casa com o Dortmund lembrou o mesmo resultado contra o Napoli, que foi decisivo para nos derrubar um ano antes. Ida a Holanda e ser sapateado, mesmo saindo na frente, com a defesa entregando tudo, inadmissível.  Em casa, no último fio de esperança, não bastasse sair atrás com dois gols, ir buscar o empate, ainda somos garfados miseravelmente, e era o fim da linha.

O resultado com o Real Madrid, por qualquer que fosse, foi irrelevante, a goleada do Borussia sobre o Ajax enterrou qualquer improvável chance de classificação que restasse…

Parece ser um mistério essa discrepância de resultados entre a liga nacional e a copa continental, ou nem tanto, o City demorou para engrenar um bom futebol de modo geral, e a recuperar o padrão de jogo do ano passado, os críticos responsabilizam a questão do rodízio. Outro ponto é a queda de produção da defesa, de confiável, passou a vulnerável, a exceção de Hart, todos caíram de rendimento, assim como Silva, peça fundamental da equipe, e sem substituto a altura. Aguero é outro que, atrapalhado por uma contusão, também perdeu o pique.

E aí a competição curta não perdoa. Em um grupo sem babas, qualquer erro é fatal. A Premier, aos trancos e barrancos, se pode ir em frente, pois somos muito superiores a maioria, resultado: estamos invictos, brigando pelo título, além disto, somos acostumados a jogar com as mesmas equipes, com os mesmos modos de jogo, todos os anos, pelo menos duas vezes. Na Champions, são adversários bem distintos, com estilos de jogo diversos, ao qual um time com tão pouca experiência internacional pode sofrer, principalmente em termos defensivos.

Reconheço que ainda não se explica campanha tão ruim, regredimos em relação ao último ano, e Mancini tem de rever seus erros, tanto questões técnicas e táticas, para formar um padrão de atuação consistente, que seja fixado firmemente na pré-temporada, sem queda tão gritante de rendimento, principalmente no inicio das competições, também como de contratações cruciais, limitados à liberação de dinheiro que terá, para fortalecer o que é necessário. Torceremos por um grupo melhor, mas seja qual ele for não se pode admitir um terceiro fiasco seguido. Não é questão de “título é obrigação”, com certeza não, mas o sonho acabar na primeira fase, isso não pode mais.
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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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Sem comentários

  1. Primeiramente venho ressaltar e elogiar o quão bom é este blog, não deixando se levar por sentimento de torcedor, dizendo que o Mancini tem que ir embora para vir Pep, fulano e ciclano. Vá a merda com o Pep. Parabens!

    Não acredito que o problema esteja no rodizio de jogadores, como acusado pela imprensa, dado o visto que a espinha dorsal continua intacta, praticamente todos os jogos, com Hart, Kompany, Clichy, Yaya, Barry, Silva e Aguero (se nao fosse as contusoes dos dois ultimos).
    Creio que seja pelo fato do Mancini querer mudar em algumas vezes o sistema de jogo, fazendo com que os jogadores se confundam algumas vezes, ficou claro contra o Madrid em casa.
    Não sou um especialista em futebol, mas acredito que o Mancini deveria fortalecer o esquema de jogar principal dele, o da avalanche do ano passado, tendo uma defesa maravilhosa e um ataque aterrorizante, e nao tentar moldar a sua equipe com o modo de jogar do adversario.
    Sei que ele fez isso para ter uma defesa forte com 5 zagueiros, quando defendendo, e para aumentar as bolas cruzadas, com o Kolarov e Maicon, levando vantagem assim com a torre Dzeko e tambem levando em conta aos times retrancados do ano passado quando jogavam dentro do Etihad (ate o United se rendeu a retranca), mas deveria ter pensando em alguma carta na manga quando isso surgisse e nao ter que se sujeitar a mudar o sistema, que eu acho que o 3-5-2 para o city hoje é uma besteira, creio que os sistemas que o city tem que usar e abusar é 4-2-3-1, 4-2-2-2 e 4-3-3.

    Além, dos erros individuais que o City cometeu nas horas H contra seus adversários na UCL.
    Rodwell – Borussia
    Nastasic – Madrid
    Kompany – Madrid
    Barry 2x – Ajax
    Maicon – Madrid

    Mas agora o que nos aguarda é muito bom, pois vai começar para valer o EPL agora, entao os melhores elencos vao se sobressair.

    Desde o começo do ano digo que o Chelsea tem um time para disputar o 3º, o titulo sera disputado entre o City e United novamente, e tenho 90% de certeza que o City levantara mais um caneco.

    Opiniao de um mero torcedor do Blue moon,

    Mancini forever!

  2. Gosto do 3-5-2, ganhamos a Community Shield jogando neles toda a Pré-temporada.

    Ganhamos do Tottenham quando mudamos para o mesmo esquema. Contra o Real no primeiro tempo não deu certo porque tanto Ronaldo e Di Maria estavam caindo nas costas dos nossos alas. E Mancini só entrou com esse sistema porque Clichy estava machucado.

    Rodízio não é problema porque o United faz, o Barça faz, o Real faz e suas equipes não caem de produção.

    O problema foi que nossa defesa demorou a vingar. Kompany só agora voltou a jogar bem, tomamos muitos gols de bolas áreas e falhas bobas.

    Nosso capitão mesmo disse que não sabe porque o City não atua bem na Champions.

    O que não se pode é usar a Champions como parâmetro para avaliar a equipe.

    Ontem postei os números do City na Premier, são 19 jogos sem perder(dentro/fora), 36 jogos sem perder em casa, nessa temporada fizemos mais pontos contra os mesmos adversários da temporada passada.

    Nossa equipe está no caminha certo, é só ter paciência.

  3. Um agravante no Brasil é que a Champions tem um peso grande no país. Claro que os torcedores do City desejam a competição, mas o peso da eliminação não foi tão sentida como ai.

    Uma vez fizeram uma pesquisa com os ingleses se eles preferiam ganhar a Premier ou a Champions, a maioria escolheu a Premier.

    O orgulho pelo titulo nacional aqui é muito grande, como eles falam nada melhor que ganhar uma competição em cima do seu vizinho.

    No domingo nós cantavamos no estadio que eramos os campeões da Inglaterra, e quando Chelsea tentava rebater nós falavamos, como voçês querem ser os melhores da Europa se não são os melhores do país.

    Pergunte a qualquer torcedor do City se trocariam o nosso titulo no ultimo contra o United pela Premier por um da Champions em cima do Barcelona, eu sei a resposta.

  4. Este comentário foi removido pelo autor.

  5. Na verdade, eu particularmente não estava preocupado com o resultado da Champions, e sim torcendo para que levantemos mais um caneco da EPL.

    Fiquei frustado pelo modo como o City foi eliminado, e só.

    O negocio é conseguir juntar 10 titulos da EPL ate 2020.
    A champions vai ser natural e nao obsessao, ela é otima por causa dos fundos e marketing que ela gera para o clube.

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