sábado , 16 dezembro 2017
Home / Opinião / Velho começo, por um novo final

Velho começo, por um novo final


Realmente, os sorteios de UEFA não estão sendo muito generosos com o City, para muitos, mais um indicio que existe mesmo o “Typical City”, aquele estigma que todas as coisas para nós tem de vir do jeito mais difícil, com sofrimentos e vários percalços pelo meio. Já estou começando a acreditar também nesse fenômeno sobrenatural…
O grupo é quase um retrato perfeito do anterior, respeitando as devidas proporções e peculiaridades. Temos um super campeão, tradicionalíssimo, fortíssimo, favoritíssimo, entre outros ‘íssimos”, no caso o Real Madrid (anteriormente o Bayern); Temos um time forte também, bastante perigoso, mas não favorito, o Borussia Dortmund (anteriormente o Napoli); Temos o mais fraquinho, mas que não deve se deixar de ter atenção, pois não é galinha-morta, o Ajax (anteriormente o Villarreal); Além de termos o City.
O Real dispensa palavras, vem com um grupo que não teme nem mais ao Barça, e com a obsessão de José Mourinho em qualquer clube que passa: ganhar a Champions, ele só se dá por satisfeito depois disso. Cassillas, Marcelo, Xabi Alonso, Di Maria, Ozil, Benzema, e ele, Cristiano Ronaldo, entre outros que fazem parte da constelação. São os atuais campeões espanhóis, e reforçaram ainda mais o elenco mágico, com o croata Modric.
São os galácticos que deram certo, que não são apenas um monte de estrelas em campo, mas montaram um time que mais parece uma máquina, com um grande técnico, vencedor, ambicioso. O maior campeão de todos os tempos da competição, que tem sede de quebrar o jejum e fazer frente ao rival doméstico, que dominou os últimos anos como a excelência, o modelo a ser copiado. Ninguém duvide nada dos garotos de Mourinho.
O Borussia Dortmund precisa se provar para todos em competições europeias, não existem dúvidas que montaram uma grande base, pescando jogadores baratos aqui e ali, que terminaram por resgatar os anos de ouro do grande clube de espetacular torcida. A defesa é sólida, Hummels é um monstro, o meio tem Gotze para fazer a diferença, e o ataque conta com Lewandowski, um matador nato. E todos foram mantidos. O principal jogador da temporada passada, Kagawa, pode ter ido para o United, mas a diretoria não perdeu tempo e trouxe um igualmente promissor: Marco Reus.
Nacionalmente não há o que se discutir, nos últimos dois anos os amarelos destruíram qualquer hegemonia do Bayern, dominando as competições, mas falando de UCL, em que já tem um título, falta a consolidação, pois, assim como o City, decepcionaram, e em um grupo de certa forma tranquilo, em que eram bem cotados até para a primeira posição, mas caíram como lanternas.
Para encerrar, o Ajax entra como o azarão, mas com uma vantagem a mais que o Villarreal, na última temporada: a tradição. Já foram campeões, conhecem bem o caminho das pedras e tentarão surpreender. Mas, os tempos de ouro passaram, e, se a normalidade ocorrer, será o fiel da balança que pode determinar classificados e eliminados, de acordo com tropeços em seus dois confrontos.
Temos a visão otimista disso tudo, muita gente gosta de pedreira desde o inicio, para já testar a capacidade da equipe, não tem porque esperar pelo mata-mata, onde um erro significa ficar de fora. Em um grupo como esse, já saímos espertos, calejados de grandes confrontos, ainda mais preparados para enfrentar uma fase superior.
Também há o fato de que o peso da estreia não existe mais, nossos jogadores já viram como é, então não existe mais este fator. O City que vai pisar no gramado sob o hino da Champions é um time que já tomou gosto por vencer, atual campeão da principal e mais difícil liga do mundo, um time respeitado, sem tanta pressão em termos nacionais dominando, além de estar reforçado, melhorado. Mancini implantou seu estilo, e os jogadores sabem como fazer.
Em um momento de previsão, não é demais dizer que já não somos os favoritos a primeira posição do grupo, mas nada nos impede de bater de frente e fazer. O Borussia deve ser um adversário duro, assim como o Napoli foi, mas agora é a nossa vez, porque temos um time capaz. Título não é obrigação, é bom que se diga, temos um projeto, Champions não costumar ser uma competição que se ganha “de cara”, mas, vamos indo até onde der, e se depender de nossa capacidade, vamos longe.
Que comece o jogo!

Acesses nossas redes sociais:

http://facebook.com/ManchesterCityBrasil
http://twitter.com/ManCityBrazil
Contato: joaohugo@manchestercity.com.br

Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

Veja mais

Janela do futuro: resumo do mercado de transferências do City

Chega ao fim a janela de transferências da Premier League. Uns se alegram, outros se …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *