segunda-feira , 24 julho 2017
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Yaya, indispensável ou não?

Manchester Evening News

O City não concorda com a sugestão de que qualquer um de seus jogadores são indispensáveis. O passar do tempo nos diz que a palavra realmente não significa nada no futebol, os jogadores vêm e vão, com seus auges e declínios, e o clube continua.
Quando chegou a hora, até mesmo grandes nomes azuis como Bert Trautmann, Colin Bell e Georgi Kinkladze não foram indispensáveis. Mas há um homem na equipe atual que está tão perto dessa definição quanto talvez ninguém na história do clube.
Ele é a força motriz do meio-campo, o homem que fez mais do que a maioria para transformar o City em potência da Premier League, falamos de Yaya Toure.
A classificação da Costa do Marfim para a fase final da Copa das Nações Africanas, no último sábado, significa que Yaya ficará afastado por até seis semanas nesta temporada, isto mesmo, o mesmo sofrimento do começo deste ano acontecerá novamente…
Os marfinenses estarão novamente entre os favoritos para chegar à final do torneio, a ser realizado na África do Sul a partir de 19 de janeiro, só para maximizar a dor dos Blues.
Não estranhe o intervalo de apenas um ano, o normal é que seja realizado a cada dois, mas para sincronizar com o calendário internacional da Fifa, eles adiantaram o que seria apenas em 2014.
Na última temporada, a ausência Yaya enquanto ele estava com a seleção coincidiu com um dos momentos mais fracos da temporada, já que perdeu para o United na Copa da Inglaterra, foram eliminados pelo Liverpool nas semifinais da Carling Cup, escorregou para o Everton na Premier, mas conseguiu vitórias convincentes contra Wigan, Tottenham e Aston Villa.
Não foi coincidência estatística que, quando os Blues enfrentaram três jogos importantes em uma semana – contra o Fulham fora e em casa com Borussia Dortmund e Sunderland – os jogadores de linha que começaram em todos eles foram apenas Yaya, David Silva e Pablo Zabaleta, e este último só jogou porque as lesões minaram os concorrentes da posição.
Numa época em que rotação é a palavra da moda, e que os managers falam constantemente que é impossível para os jogadores atuar em todos as partidas, o meia resiste à tendência.
Em 2011/12, ele esteve sempre presente na primeira metade da temporada, a exceção de três duelos da Carling Cup, quando foi deixado nas arquibancadas.
A única vez em que lhe foi dado qualquer descanso durante o jogo, foi quando a equipe estava em uma vantagem confortável e para mais de 60 minutos de partida.
Ele foi substituído contra Wigan (3-0), Aston Villa (3-1), Villarreal (3-0), Newcastle (3-0), Bayern de Munique (2-0), Arsenal (1-0 , nos últimos cinco minutos), Blackburn (3-0), Arsenal (0-0, lesionado) e QPR (1-0, lesionado).
Em sua única aparição como substituto, contra o Norwich, ele virou uma nervosa vantagem de 2-1 para um acachapante 6-1, e foi um Golias num dos jogos mais cruciais da temporada, quando fez os essenciais dois gols em Newcastle que levou a decisão para a última rodada.
Como sabemos, ele machucou-se no épico duelo contra o QPR, e foi forçado a sair no intervalo. Se os fãs de Blues teriam sofrido todas as agonias que marcaram a heroica conquista, caso Yaya permanece-se em campo, é uma questão que nunca saberemos. Mas a sua importância é totalmente evidente, e esse padrão continuou para agora.
Ele é o único do City a ter jogado todos os minutos da Community Shield, Premier League e Champions League.
Mas não é a opinião do assistente David Platt, que quase estremeceu com a idéia de que Yaya é indispensável.
Ele era um dos apoiadores da ideia de que era necessário um reforço de peso durante o verão para garantir uma ausência menos sentida, quando da partida do marfinense, em janeiro.

Foi por isso que eles estavam tão interessados ​​em trazer Daniele de Rossi de Roma, uma transferência que naufragou quando o jogador expressou seu desejo de permanecer em seu clube de coração.
Mas os ventos podem mudar, e as notícias que saem da Cidade Eterna dizem que as relações de Daniele com o gerente Zdenek Zeman não andam boas, o que pode voltar a despertar o interesse do City na janela de transferências de janeiro.
No final, vieram Javi Garcia e Jack Rodwell, aquém do imaginado, e que não são substitutos diretos para Yaya, e nem tem grife para isto.
Perguntado se Yaya e Silva, simplesmente não podem ficar de fora, Platt disse: “Eles não são indispensáveis, temos de olhar para as coisas.”
“Queremos chegar a um ponto em que ninguém é indispensável. O que sabemos é que com Yaya, ele pode nos dar equilíbrio tanto, tanto controle do jogo, etc. Com David, quando você pensa que está enfrentando uma defesa apertada, ele pode abrir as coisas com a sua capacidade.”
“Abordamos cada jogo como se trata, com um olho sobre o que os jogadores fizeram e o que vão ter de fazer no próximo encontro.”
“Nós escolhemos uma equipe para o Borussia Dortmund, mas o manager já tinha um olho em Sunderland.”
Dilemas a parte, o fato é que a equipe no ano novo vai ficar interessante. Yaya – além de seu irmão Kolo e o jovem Abdul Razak – estão definidos para fazer suas despedidas após a peleja do dia de Ano Novo contra o Stoke, e é provável que percam as duas primeiras rodadas da Copa da Inglaterra, além de jogos contra Arsenal, QPR e Southampton, Fulham e Liverpool.
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Sobre João Hugo

Em 29 de dezembro de 2007, fundei o Man City Brazil com o Leonardo e o Fernando. Em 23 de fevereiro de 2017, 10 anos depois, nos tornamos a 1º torcida oficial do Manchester City na América Latina: The Citizens Brasil. O resto é estória pra boi dormir...

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